Quarta-feira, 21 de Outubro de 2020
INÍCIO

Julgamento de Gustavo Sotero começa com sobreviventes sendo ouvidos

"Hoje serão ouvidas as três vítimas sobreviventes e depois as testemunhas de acusação", disse o juiz Celso Souza de Paula, titular da 1° Vara do Tribunal do Júri, responsável por presidir a sessão



sotero_F92E5F8E-E2D9-4F77-A1B9-A433B09E4717.JPG Foto: Junio Matos
27/11/2019 às 10:52

Começou atrasado nesta quarta-feira (27), por volta das 9h50, o primeiro dia de julgamento do delegado de Polícia Civil, Gustavo de Castro Sotero, acusado de matar a tiros o advogado Wilson Justo Filho, após um desentendimento dentro de uma casa noturna no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus, no dia 25 de novembro de 2017.

Em 29 de outubro deste ano, um erro no nome dos jurados que iriam compor o Tribunal do Júri causou o adiamento da sessão. Hoje o juiz Celso Souza de Paula, titular da 1° Vara do Tribunal do Júri, responsável por presidir a sessão, afirmou que tudo está correto por parte do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).



"Em razão da quantidade de gente ouvida teremos os três dias de julgamento. Hoje serão ouvidas as três vítimas sobreviventes e depois as testemunhas de acusação", disse o magistrado.

A sessão iniciou com a leitura dos envolvidos no processo, magistrados e representes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Estadual do Amazonas (MPE-AM).

De camisa branca e olhando diretamente para os assentos destinados aos familiares, em direção à esposa Danielle Maciel, Gustavo Sotero está sentado na frente da equipe dos advogados de defesa, encabeçada por Cláudio Dalledone.

Entrada

Na chegada ao tribunal, Dalledone reiterou a o argumento que Sotero agiu em legítima defesa e caracterizou como "lenda urbana" a hipótese de o acusado estar flertando com Fabíola, momentos antes do crime ocorrer.

"É uma lenda urbana que o Sotero mexeu com a Fabíola. A própria negou. O Mascarenhas atacou o Sotero", disse o advogado. "Até o momento não há nada que interfira na sessão de hoje. A expectativa é de um julgamento justo", complementou.

Ao falar sobre a testemunha de acusação que acompanhava Wilson no dia do crime em uma casa noturna, Alexandre Mascarenhas, o advogado analisou como contraditório. "O depoimento do Alexandre Mascarenhas é contraditório. Ele já apresentou três ou quatro versões. Não duvido que aqui ele apresente uma quinta", declarou Dalledone.

Posição

Embora não seja ouvido na sessão de hoje, o perito criminal Ricardo Molina, que atuará na assistência de acusação, rebateu a hipótese de legítima defesa. Para ele, não existe "imagem inédita" sobre o caso, como afirma a defesa do réu.

"Como perito vou desmontar o óbvio. A defesa apelou uma ficção quando afirma a legítima defesa. Basta ver o vídeo. Quem ataca a vítima é o Sotero. Wilson se afasta. Sotero se levanta, saca a arma e avança", pontuou Molina.


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