Domingo, 08 de Dezembro de 2019
JURI

Julgamento decidirá destino de Gustavo Sotero nesta terça-feira (29)

Perito Ricardo Molina, pela acusação, e advogado Cláudio Dalledone, pela defesa, estarão no julgamento. TJAM estima que juri terá duração de três dias



SOTERO_589DB364-128B-48BB-B626-297EB9E473B5.jpg Foto: Arquivo AC
26/10/2019 às 09:54

O julgamento do delegado de Polícia Civil, Gustavo Sotero, marcado para a próxima terça-feira (29), promete movimentar não apenas a comunidade acadêmica das faculdades de Direito, mas também renomados profissionais da área criminal do País conhecidos por atuarem em grandes casos de repercussão nacional.

No julgamento, que está previsto para durar pelo menos três dias, estarão o perito legista Ricardo Molina, contratado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), e o advogado Cláudio Dalledone Júnior, famoso por defender policiais acusados de homicídios. Sotero é acusado de atirar e matar o advogado Wilson de Lima Justo Filho e de três tentativas de homicídio, em novembro de 2017. 



De acordo com informações da assessoria de imprensa da OAB/AM, Molina foi contratado para periciar as imagens do local onde aconteceu o crime, a casa noturna Porão do Alemão, na avenida Coronel Teixeira, na Zona Oeste. “Como a OAB está habilitada no processo como assistente da acusação, a instituição contratou Molina”, disse o presidente da entidade, Marco Aurélio Choy.

Molina ficou conhecido profissionalmente por atuar em casos como o duplo homicídio de Paulo César Farias, o PC Farias, e a sua namorada Suzana Marcolino. A experiência conseguida em outros casos semelhantes que atuou levou Molina a afirmar, que para ser um perito, só precisa de três coisas: uma lupa, para ampliar as coisas; lápis e caderno para organizar os dados; e o terceiro elemento, o mais importante de todos, o cérebro.

O advogado Cláudio Dalledone teve seus serviços contratados por um grupo de amigos e colegas policiais que se reuniram para pagar os honorários do advogado. Dalledone promete defender a tese de legítima defesa ou de uma excludente de ilicitude, que é prevista no artigo 23 do Código Penal Brasileiro, quando em estado de necessidade, cabe a legítima defesa como estrito cumprimento do dever legal.

Dalledone é o mesmo contratado para defender a família Brittes, suspeita de envolvimento no assassinato do jogador Daniel Corrêa. Foi ele também o defensor do goleiro Bruno, condenado pela morte e ocultação do cadáver de sua ex, a modelo Eliza Samudio. 

Dalledone ainda atuou no maior julgamento da história da Justiça do Paraná, quando conseguiu a absolvição de 13 policiais militares acusados de matar cinco suspeitos de roubo, em 2009.

Logística 

O julgamento do delegado Gustavo Sotero será presidido pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Celso de Paula. Na acusação,  o ex-delegado da Polícia Civil e hoje promotor de justiça George Pestana que terá a assistência de mais três advogados. Já a defesa fica por conta de Cláudio Dalledone e assistido por advogados integrantes da sua banca de advocacia. 

Conforme o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), toda logística para o evento já está organizada. A assistência Militar do TJAM vai ser reforçada por policiais do Comando de Policiamento Metropolitano (COM).

Por se tratar de um julgamento com previsão de até três dias, foram feitas reserva em um hotel próximo onde os membros do conselho de sentença ficarão hospedados incomunicáveis.

Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.