Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
CASO FLÁVIO

Justiça decreta prisão preventiva e Alejandro Valeiko deve retornar a presídio

A juíza da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Ana Paula Braga decretou ontem (16) a prisão preventiva de Alejandro Molina Valeiko. Ele estava em liberdade desde dezembro do ano passado, por força de uma liminar expedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi cassada na quinta-feira (12)



JUNIO_MATOS_5B951D88-6525-4BD3-87F1-63589880C104.JPG Foto: Junio Matos
17/03/2020 às 14:56

Alejandro Molina Valeiko, 30 anos, filho da primeira-dama do município Elizabeth Valeiko, e apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE-AM) como um dos autores do homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, 42 anos, encontrado morto no dia 29 de setembro do ano passado, deverá retornar a uma unidade prisional ainda nesta terça-feira (17).

A juíza da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Ana Paula Braga decretou ontem (16) a prisão preventiva de Alejandro e encaminhou ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O réu que estava a quase três meses em liberdade provisória, foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e está sendo conduzido pelos advogados Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, Zona Centro-Sul de Manaus. Alejandro deve ser ouvido pelo juiz plantonista Eliezer Fernandes.



A defesa de Molina que é formada pelos advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marco Aurélio Choy, Felix Valois, Yuri Dantas e Diego Padilha estão tentando impedir que o cliente seja mandado para a prisão. Um dos argumentos utilizado pela equipe de advogados seria a exposição de Alejandro ao novo coronavírus (Covid-19).

Hoje (17) os advogados entraram com um pedido de suspensão do mandado da prisão preventiva. Em outro pedido da de Habeas Corpus em favor do réu a defesa justifica  dizendo que durante o tempo que ficou em liberdade, Alejandro teve bom comportamento e que colaborou com a polícia e a Justiça e que não há motivos para encarcerá-lo novamente.

O enteado do prefeito Arthur Neto estava em liberdade desde dezembro do ano passado, por força de uma liminar expedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi cassada na quinta-feira (12), baseado na decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas José Hamilton que indeferiu o pedido de habeas corpus pela liberdade do réu.

Alejandro Valeiko, a irmã Paola Valeiko, o lutado de Artes Marciais Mistas (MMA) Maycon Parede e o policial militar Elizeu da Paz são réus no processo criminal que tem como vítima o engenheiro Flavio Rodrigues, encontrado morto no dia 29 de outubro do ano passado. O crime, de acordo com os autos ocorreu na casa de Alejandro no condomínio Passaredo, localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital.

Repórter de A Crítica

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