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Manaus
NOVA VERSÃO

Mulher acusada de matar cunhada revela novo nome de ‘assassino’, diz polícia

Thais Rejane, 32, disse que o responsável por desferir as facadas na estudante Luana Freire, 19, é o funcionário da academia da família, identificado como Igor 05/12/2018 às 11:03 - Atualizado em 05/12/2018 às 11:27
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Foto: Divulgação
Márcia Monteiro Manaus (AM)

Thais Rejane Barboza, de 32 anos, que confessou ter planejado o crime que resultou na morte da cunhada dela, a estudante Luana Freire, de 19 anos, em Manaus, disse à polícia um novo nome do suposto assassino da vítima. A informação foi confirmada pelo delegado Orlando Amaral, titular da Delegacia Especializada em homicídios e Sequestros (DEHS).

Segundo Amaral, durante o trajeto da sede da DEHS para o Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF), presídio no Km 8 da BR-174, Thais Rejane relatou que o responsável por desferir as facadas que mataram Luana Freire é o funcionário da academia de musculação que fica situada no primeiro andar da casa da família, no conjunto Ouro Verde, no bairro Coroado, onde aconteceu o crime. Segundo Thais, ele se chama Igor.

Na primeira versão contada por Thais, tal funcionário da academia era quem junto com ela havia encontrado o corpo de Luana Freire dentro da residência. Em depoimento na delegacia, a acusada do crime confessou ter arquitetado o crime, mas disse que o combinado com “Igor” era apenas dar um “susto” na vítima e roubar um dinheiro guardado na casa pertencente a uma igreja evangélica da qual a família fazia parte. Nessa ocasião, Thais disse que o homem se chamava “Wilis”. Ela disse também que havia conversado três vezes com ele.

O homem, agora identificado como “Igor” e denunciado por Thais, prestou depoimento à polícia e também foi detido. De acordo com o delegado Orlando Amaral, a nova informação no crime deverá ser investigada.

Quis dar ‘lição’ à família

Ontem, durante coletiva de imprensa na sede da DEHS, Thais Rejane confessou ter tramado o crime que resultou no assassinato da cunhada e disse que queria também dar uma “lição” à família da vítima. Ela se disse arrependida.

Thais era casada com o irmão de Luana e morava na mesma casa que a vítima com o esposo, a filha e os dois sogros. Ao confessar a autoria do crime, Thais explicou ter raiva da família do por ter sido acusada por eles de cometer furtos no imóvel. Porém, no dia do crime, Thais levou R$ 7,5 mil referentes ao dízimo da igreja. O dinheiro foi recuperado.

“Eu não matei a Luana, só queria dar um susto. Um mês atrás mais ou menos eles falaram que eu tinha roubado dinheiro da igreja. Ficou uma situação estranha em casa. Foi uma idiotice minha porque eu nunca tinha feito isso. Claro que eu estou arrependida, eu não queria que ele matasse a Luana”, afirmou Thais.

“Eu só esperava que ele fizesse o assalto à casa e ficasse com o dinheiro. Ele deixou o dinheiro no lixo porque disse que não podia ficar andando com o dinheiro na mão e mais tarde me procuraria. Eu orientei ele a bagunçar as coisas (na casa) e pegar o dinheiro que tinha que pegar. Eu não iria pagar nada para ele, o dinheiro que ele roubasse era dele”, declarou Thais.

Autuada em flagrante

Thais foi autuada em flagrante por homicídio qualificado e, ao término dos procedimentos na DEHS, será levada para audiência de custódia no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Sul de Manaus.

*Colaborou o repórter Vitor Gavirati

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