Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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INSTABILIDADE

Nova gestora educacional da Fucapi diz ter sido proibida de entrar na instituição

Empresa que assumiu a área educacional da Fucapi sem a anuência do Ministério Público foi à Polícia Civil após funcionários serem proibidos de entrar no prédio, nesta quinta


07/06/2018 às 18:40

Depois de assumir as operações educacionais da Fucapi mesmo sem a anuência do Ministério Público, a empresa Azione Education alega ter sido 'expulsa' do prédio da instituição. Funcionários da empresa atuavam no local desde maio deste ano e foram proibidos de entrar no local nesta quinta-feira.

Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado no 7º Distrito Integrado de Polícia. A Azione diz que a determinação de proibir a entrada dos funcionários partiu dos ex-gestores da parte educacional, que hoje seguem comandando a fundação mas até então sem ingerência na parte do ensino. A reportagem não conseguiu contato com eles. 

Segundo o proprietário da Azione Education, Aldous Santana, os funcionários da empresa foram vetados nas portarias 1 e 2, na manhã desta quinta-feira. "O nosso time de trabalhadores chegou no local e existia uma recomendação para os seguranças de não deixarem a equipe passar. Uma retomada de posse foi feita hoje sem a presença de um mandado judicial ou algo parecido", alegou  o proprietário.

Segundo Aldous, a área educacional da Fucapi era compartilhada com os ex-gestores por conta do contrato de locação. "Existe um contrato de locação da área educacional, onde a portaria 1 e 2 era comandada por nós. Enquanto 3 e 4, era pelo antigo gestores da fundação. Vamos continuar com as atividades da instituição, mas fora da sede da Fucapi, por enquanto", relatou.

A ocupação dos ex-gestores acontece após a Azione Education anunciar nessa quarta-feira (6) que a instituição receberia um interventor, conforme pedido pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM). "Seguimos o que tínhamos falado ontem. Estamos a disposição para colocarmos um interventor dentro da instituição. A nossa meta é continuar com o calendário acadêmico", completou.

MPE se manifesta

Procurada pela reportagem, a promotora de justiça Kátia Maria Araújo de Oliveira informou, por meio da sua assessoria de gabinete, que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) ainda não foi notificado sobre a ocupação dos ex-gestores da Fucapi na manhã desta quinta-feira (7).

A promotora também negou que tenha chegado em um acordo com a Azione Education sobre a definição de um interventor para a instituição.

A Polícia Civil informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a denúncia feita pela Azione será investigada pelo delegado titular do 7º DIP.  

Instabilidade

A situação na Fucapi está longe de ser tranquila. Desde maio, quando a Azione assumiu as operações de educação da instituição, o Ministério Público busca, na Justiça, a nomeação de um interventor. A alegação é de que a empresa não possui capital para fazer os investimentos necessários na Fucapi, que acumula dívidas de mais de R$ 100 milhões. Enquanto nenhuma ação judicial é tomada, os alunos já começaram a ser prejudicados. Recentemente, alunos fizeram manifestação para que os professores tivessem seus salários pagos e as aulas fossem retomadas. 

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