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Manaus
MEIO AMBIENTE

Óleo derramado no rio Negro alcançou 5 km de extensão do porto da Ceasa até o Proama

Embarcação que causou vazamento após naufragar, ontem, pertence ao grupo Chibatão. Hoje, fiscais do Ipaam fizeram uma vistoria no local 28/08/2018 às 17:58 - Atualizado em 28/08/2018 às 18:28
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Foto: Divulgação
acritica.com

Uma equipe de dez fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou nesta terça-feira (28) uma vistoria técnica na orla do porto Ceasa, no bairro Mauazinho, Zona Leste de Manaus, onde aconteceu o naufrágio de uma embarcação tipo empurrador pertencente ao grupo Chibatão que causou o vazamento de óleo diesel no rio Negro.

O vazamento aconteceu ontem (27). A vistoria de hoje, que foi acompanhada pelo gerente de Fiscalização Ambiental do órgão (Gefa), Abner Brandão, constatou o derramamento de óleo. Segundo Brandão, o óleo vazado se estendeu por mais de cinco quilômetros na orla direita do rio Negro, passando pelo bairro Mauazinho, até as proximidades da estação de captação e distribuição de água do Programa Águas para Manaus (Proama).

De acordo com Brandão, a vistoria técnica constatou, também, que o material que vazou para o rio é um tipo de óleo diesel utilizado em motores marítimos e que deveria ser descartado de forma segura. “Ainda estamos aguardando a empresa informar ao Ipaam a quantidade de óleo que vazou para o rio e, a partir dai, elaborar qual a punição administrativa que será tomada”, disse.

Segundo ele, o trabalho de contensão do óleo diesel feito pela empresa com a utilização de “boias”, não foi suficiente para evitar a extensão do dano. Abner Brandão disse que o grupo Chibatão informou ao Ipaam não ter, no momento, a quantidade do material que vazou para as águas do rio Negro e que essa informação deverá ser fornecida nas próximas horas.

No fim da tarde desta terça-feira (28), a embarcação naufragada foi içada do fundo do rio e colocada ao lado de outros empurradores da empresa. Os fiscais acompanharam o encerramento do trabalho da retirada do barco de uma lancha do órgão de controle ambiental. Até sext (31), o Ipaam deve finalizar um relatório do incidente e determinar a punição contra a empresa responsável pela embarcação.

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