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Manaus
POLÊMICA

Pais de alunos de colégios da PM em Manaus querem derrubar sistema de matrículas

Um grupo de responsáveis por alunos da instituição militar não concorda com o novo método de ingresso, o mesmo utilizado nas escolas públicas do Estado 06/10/2018 às 01:54
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Grupo de pais não concorda com o novo método de ingresso nos CMPM's. Foto: Chico Batata/TJ-AM
Cecília Siqueira Manaus (AM)

Pais e responsáveis por alunos dos Colégios Militares da Polícia Militar (CMPM’s) vão realizar uma reunião na manhã da próxima segunda-feira (8), no gabinete do vereador Coronel Gilvandro Mota. O intuito é discutir maneiras de derrubar a decisão judicial, que determina que as matrículas e rematrículas para acesso aos Colégios Militares da Polícia Militar (CMPM) em 2019, sejam feitas pelo Sistema de Gestão Escolar do Amazonas (Sigeam).

De acordo com Júnior Oliveira, membro da Associação de Pais, Mestres e Comunitários  (APMC), um grupo de responsáveis por alunos da instituição militar não concorda com o novo método de ingresso nos CMPM's, que será igual ao acesso às escolas públicas em todo o Estado.

“Na reunião, que estamos organizando enquanto comissão de pais, vamos tentar, de alguma forma jurídica derrubar essa decisão. Nós somos favoráveis ao pagamento da taxa para a APMC, porque é essa taxa que mantém a escola”, defende Oliveira.

Importância

O membro da associação afirma que os valores de mensalidades, matrículas e material apostilado são de fundamental importância para a manutenção da instituição com a sua atual forma de ensino. “Nós sabemos muito bem que o poder público não envia verbas suficientes, que deem suportes básicos, como a limpeza dos prédios”, enfatiza Júnior Oliveira, da Associação de Pais, Mestres e Comunitários (APMC).

Denúncia

As cobranças de tarifas foram denunciadas por outro grupo de pais e responsáveis por alunos ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) em 2014, desde então as APMC’s dos nove colégios de vários pontos da capital amazonense são alvos de investigações. Somente em 2015, uma das unidades de ensino arrecadou o equivalente a cerca de R$1 milhão em taxas. Os valores variavam entre R$ 45, para quatro parcelas de mensalidade; matrícula até R$ 600 (conforme a série); além de livros e apostilas no valor de R$1.650.

“Em relação aos livros, os disponibilizados pela Seduc não são de boa qualidade. São obras com conteúdo defasado e atrasado. Os que nossos filhos têm acesso no Colégio Militar, são livros bons e de excelência, além de que a qualidade de ensino nessas escolas é bem superior aos das outras escolas públicas”, enumera Júnior.

Polícia Militar

Segundo informações  fornecidas pela assessoria da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PM), desde a última quinta-feira o Comando Geral da corporação está funcionando sob regime de plantão por conta do primeiro turno do pleito eleitoral, e ainda não informou se já foi notificado ou se irá recorrer da liminar expedida no último dia 24 de setembro pela juíza Rebeca de Mendonça Lima, do Juizado da Infância e Juventude.

Secretaria não informou

A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), também não informou à reportagem de A CRÍTICA se já foi contatada sobre as propostas apresentadas pelo órgão ao Comando da PM. A APMC deve realizar ao longo da semana uma manifestação em frente ao prédio do MP-AM, na avenida Efigênio Sales, bairro Aleixo.

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