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Manaus
TRANSPORTE COLETIVO

Paralisação Rodoviários: Prefeitura diz que vai fazer auditoria em empresas

O prefeito se reúne com representantes do Sinetram e Sindicato dos Rodoviários para tentar acordo que acabe com a paralisação da frota que chega a 100%. Faixa Azul está liberada até terminar a paralisação 21/12/2018 às 19:07 - Atualizado em 21/12/2018 às 20:37
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Foto: Márcio Silva
Izabel Guedes e Rafael Seixas Manaus (AM)

Uma auditoria para fiscalizar o lucro das empresas que atuam no sistema de transporte coletivo de Manaus iniciará a partir de quarta-feira (26). A informação foi divulgada pelo prefeito Artur Neto, na noite desta sexta-feira (21), após a paralisação dos Rodoviários chegar a 100%. Além disso, ele informou que a Faixa Azul está liberada até terminar a paralisação. 

“Vamos começar uma auditoria muito séria em cima do sistema para termos os números definidos e não os que são repassados pelas empresas. Queremos de qualquer maneira ter os dados do sistema para falar dos números sem falácias”, disse o líder do executivo municipal.

Artur aguarda na noite de hoje representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) para mediar um acordo entre ambas as partes. A reunião ocorre na sede da Prefeitura de Manaus, na Avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.

“Eu vejo que há certa Justiça na demanda dos trabalhadores. Eles estão querendo receber salário, porém não concordo com o método que adotaram. Você sai da garagem, deixa as pessoas e elas não têm como voltar. Peço que voltem a operar. Estamos aqui para mediar um acordo com o sistema funcionando”.

De acordo com o prefeito, ele não entende o porquê dos empresários insistirem em atuar na cidade já que alegam que estão sem lucro. “Se o sistema só dá prejuízo, não dá lucro, o que faz o empresário aqui?”, indagou.

“Se fosse empresário e todos os meses eu embarcasse no prejuízo, não ficaria nesse ramo. Não é possível que todas as empresas não possam pagar os salários! Temos duas empresas que estão em situação delicada, a Global e a Açaí, mas não é possível que todas as outras não tenham suas finanças organizadas para pagar o salário que é devido ao trabalhador”, disse.

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