Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
MASSACRE

Presídios de Manaus registraram 37 detentos mortos nesta segunda (27), diz IML

Nos últimos dois dias, 52 presos morreram em unidades prisionais da capital



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27/05/2019 às 17:07

O numero de presos mortos em quatro presídios de Manaus nesta segunda-feira (27) já chega a 37, segundo informações do Instituto Médico Legal (IML). As circunstâncias das mortes ainda não foram identificadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com o IML, a maioria das vítimas foi identificada no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), com 27 mortos. As outras mortes foram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (5), Unidade Penitenciaria do Puraquequara (4), além de uma vítima no Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM).



Os corpos das vítimas da chacina de hoje ainda não foram levados ao IML. Apenas três corpos dos 15 detentos mortos no motim de ontem (26), no Complexo Pentitenciário Anísio Jobim (Compaj), foram liberados para as famílias. Entre domingo e esta segunda-feira, 52 detentos morreram em unidades prisionais de Manaus.

No começo da tarde de hoje, a Seap havia confirmado que novos detentos foram encontrados sem vida em três unidades prisionais do Amazonas. Os corpos foram achados em celas, mas o número de vítimas não tinha sido divulgado.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), neste momento, a situação está controlada e os presos estão na tranca. As mortes desta segunda-feira foram por enforcamento, segundo a secretaria.

Mortes no Compaj

Em coletiva realizada no começo da noite desse domingo (26), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o secretário de Administração Penitenciária, coronel Marcos Vinicius Almeida, descartou a classificação de “rebelião” no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e que o ato não foi motivado por disputas entre grupos criminosos que atuam nas penitenciárias.

Segundo o titular da Seap, a briga interna começou por volta das 11h da manhã de ontem. O diretor da unidade acionou o recém-criado Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) que, com o apoio da Polícia Militar, controlou a movimentação em cerca de quarenta minutos.

Os detentos utilizaram estoques produzidos com escovas de dentes como armas. Outros detentos morreram por asfixia. No total, 10 presos do pavilhão 5 e 5 no pavilhão 3.

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Repórter de A Crítica

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