Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
EDUCAÇÃO

Professores e governo não entram em acordo e greve continua no Amazonas

Professores precisam apresentar ao governo estudo comprovando perdas salariais de 9,6%. “Esse percentual será analisado pela Sefaz e, caso confirmado, será proposto à Assembleia”, destacou vice-governador



professores_sinteam_3B673B5C-9CB1-4A2B-A21C-D27FD111B115.JPG Foto: Arquivo AC
23/04/2019 às 19:31

A reunião entre representantes da Comissão Paritária de Negociação e o governador em exercício do Estado, Carlos Almeida Filho, não colocou fim à greve dos professores no Amazonas. No encontro, que aconteceu na tarde desta terça-feira (23), o governo se comprometeu em estudar as perdas residuais que a categoria afirma ter sofrido nas negociações do ano passado sobre as datas-bases de 2015 a 2018.

“Caso tenha havido, no processo de negociação ocorrido no ano passado, a ausência de qualquer percentual que seja perda ao longo desses quatro anos, esse percentual será analisado pela Sefaz e, caso confirmado, será proposto à Assembleia”, destacou Carlos Almeida.



Os professores precisam apresentar um estudo comprovando as perdas salariais de 9,6%.  Assim que receber o estudo que deverá vir da categoria, o remeterá à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) para análise, que será feita em conjunto com representantes dos professores. Também ficou acertado que os dados podem ser apresentados na próxima semana.

Comissão

Segundo representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, a categoria não recebeu uma proposta efetiva.  “Foi mantida a proposta anterior, de 3,93%, mas nenhuma novidade em relação a isso. A justificativa foi a mesma, mas ele sinalizou uma Comissão para verificar os resíduos de perdas salariais de 2015 a 2018, que estão em 9,6%. Segundo o vice-governador, se nós comprovarmos isso, a proposta de reajuste pode ser encaminhada para a  Assembleia Legislativa,  por não incidir na Lei de Responsabilidade Fiscal deste ano”,  comentou.

Ela explicou ainda que a greve será mantida até que ocorra esse novo encontro e uma reunião com a categoria, o que segundo Rodrigues, não tem data definida ainda. 

“Vamos apresentar para ele o estudo que já temos, por onde nos baseamos para trabalhar com a proposta de 15%, junto com toda soma em ganho real. Vamos apresentar a ele esse estudo feito pelo Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos] e esperamos que essa promessa realmente se cumpra. Vamos apresentar isso em assembleia para a nossa categoria e em seguida apresentar ao governo. Não tem data para a próxima assembleia e nem quando vai ser o próximo encontro com o governo e, por enquanto, a greve continua”, afirmou.

Em nota, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) informou que será implementado um acampamento na frente da sede do governo, exigindo que seja encaminhado imediatamente para a ALE-AM o Projeto de Lei definindo o índice de reajuste.

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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