Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
DISCORDÂNCIAS

Reconstituição do 'Caso Flávio' é marcada por contradições de suspeitos

Suspeitos entraram em desacordo, sobretudo, a respeito da localização em que estavam na casa de Alejandro no momento do crime. Expectativa é que autoria da morte de Flávio Rodrigues seja definida até o fim deste mês



reconstitui__o_058C6766-4F73-4162-8259-BBA3C3DCCCF4.jpg Foto: Divulgação/Sinpoeam
19/11/2019 às 20:14

A reconstituição detalhada do homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues, realizada na tarde de segunda-feira (18), no condomínio Passaredo, Zona Oeste de Manaus, foi marcada por contradições entre os suspeitos. A expectativa do delegado é que as investigações encerrem até o final deste mês e o caso seja encaminhado à Justiça com a autoria do crime definida.

Participaram da reconstituição Alejandro Valeiko, José Edvandro Martins de Souza Junior, Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, o chefe de cozinha Vitorio Del Gatto e o sargento da Polícia Militar que trabalhava para a prefeitura de Manaus, Elizeu da Paz de Souza. Dos presos pelo crime, apenas Mayc decidiu não fazer parte.



De acordo com o delegado Paulo Martins, a reconstituição foi pedida para dirimir algumas dúvidas para que as investigações possam continuar. A ação, que começou por volta de 16h e entrou pela noite, colocou cada suspeito no mesmo posicionamento em que estavam na noite do dia 29 de setembro, conforme depoimento dos próprios envolvidos.

Durante a remontagem desta segunda (18), a maioria sustentou o que já tinha falado antes, em seus depoimentos, mas houve contradições, sobretudo, na localização dos envolvidos dentro e fora da sala no momento da confusão.

Vitório, por exemplo, disse que estava dentro de um dos quartos e não viu nada a respeito da situação. Já Magno, um dos primeiros a depor à polícia e sustentar a versão de que esteve escondido em um banheiro na hora do suposto sequestro, acabou dizendo durante a reconstituição que viu, sim, Da Paz levando Flávio para fora da casa.

Foto: Divulgação/Sinpoeam

O crime foi reconstituído desde o tumulto na casa de Alejandro Valeiko, onde provavelmente Flávio foi morto, até a portaria do condomínio, onde Da Paz e Mayc saíram levando a vítima. A versão contada no momento, que mais se aproximou das investigações policiais, foi a contada por Alejandro e Da Paz. Entretanto, uma possível versão combinada entre os dois não é descartada pelas autoridades entrevistadas pela reportagem.

A negativa do lutador de MMA Mayc Parede em participar da reconstituição foi um fato que chamou a atenção das autoridades para a possibilidade de omissão ou ocultação da verdade dos fatos.

Além dos suspeitos, a remontagem do crime contou com a presença de 15 policiais civis, dois delegados de polícia, três promotores de Justiça, designados pelo Ministério Público para acompanhar as investigações, bem como equipe de uma Força-Tarefa de Peritos Criminais do Amazonas, coordenada pelo perito Mahatma Sonhara, e composta pelos peritos Ilton Soares, Bráulio Pedroso, Michelly Araújo e Christian Gama. 

Em nota, os peritos explicaram que objetivo da reprodução foi detectar pontos convergentes e divergentes nos depoimentos e buscar entender como o crime ocorreu, de fato. Foram comparadas todas as versões do crime dadas pelos envolvidos, entre testemunhas e suspeitos, tendo como eixo principal as evidências encontradas e descritas nos laudos periciais. O trabalho durou mais de oito horas, e ocorreu, também, no terreno onde o corpo foi encontrado no bairro Tarumã.

Repórter de A Crítica

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