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Manaus
NO TARUMÃ

Seap aluga galpão no Tarumã para instalar o novo regime semiaberto prisional

Projeto da secretaria é instalar uma unidade voltada à ressocialização, onde os detentos também possam trabalhar 21/06/2018 às 06:00
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Tarumã é o novo local escolhido pela Seap, após o Distrito ter sido descartado. Foto: Antônio Lima/arquivo-AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

O secretário Cleitman Coelho anunciou, em entrevista para A Crítica, que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) está alugando um galpão de 23 mil metros quadrados localizado na Avenida do Turismo, no bairro do Tarumã, Zona Oeste, para abrigar pelos menos 600 presos que estão cumprindo pena no regime semiaberto.

De acordo com ele, o local foi construído para abrigar uma pequena fábrica, mas que nunca foi usado. A idéia é usar o espaço para desenvolver atividades laborais com os presos, que depois da desativação da unidade de semiaberto do Compaj, no quilômetro 8 da BR-174, e que atualmente estão em liberdade sendo monitorados por tornozeleiras eletrônicas.

 Foto: Junio Matos/freelancer

O uso do novo presídio é uma a nova proposta para o setor, dando à população carcerária uma atividade laboral (um trabalho) no setor privado ou no Estado, dentro deste espaço onde será o semiaberto, até que o governo construa uma nova unidade própria.

Nesse novo espaço, conforme o secretário, o reeducando vai desenvolver atividades agrícolas como hortas – plantações de legumes e hortaliças – para o consumo próprio e o excedente que deverá vender para obter um rendimento. A Seap também irá a buscas na iniciativa privada, no Distrito Industrial, forçando essa atividade, já que há uma previsão legal, de que 1% das vagas de emprego sejam disponibilizadas aos egressos e aos internos do sistema prisional.

“Vamos tratar com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e com as indústrias para usarmos o espaço para montar linha de produção, de montagem ou de reciclagem para que o preso tenha a atividade laboral dentro da unidade”, disse Cleitman.

Desde o início deste ano que a Seap vem tentando conseguir um local para estabelecer o novo semiaberto. Inicialmente seria no antigo prédio da fábrica Brasjuta, na rua Guaruba, no Distrito Industrial, porém o projeto não deu certo.

A antiga unidade  do semiaberto foi desativada no início deste ano por ser considerada a entrada de ilícitos para o regime fechado, por onde entrava armas, drogas e celulares.

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