Até o momento, nenhum dos fugitivos foi recapturado. Sigilos telefônico e bancários de funcionários devem ser quebrados durante as investigações
((Foto: Jair Araújo))
A direção do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM2) foi afastada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), após 35 detentos fugirem por um túnel construído no pavilhão cinco da unidade, durante o sábado. O titular da Seap, Cleitman Coelho afirmou que há suspeita de facilitação feita por funcionários da cadeia, situada no quilômetro 8, da Rodovia BR-174.
Ele explicou que o caso também está sendo apurado pelo Ministério Público do estado (MP-AM), mas que as investigações seguem em sigilo para evitar constrangimentos de colaboradores. “Não vamos confirmar nenhuma facilitação até termos certeza. Para analisar de forma clara se houve má conduta, de imediato, afastei a direção, acionei o MP, além de agilizar provas para investigação, como imagens de câmeras de segurança. Os detentos começaram a fugir ainda pela madrugada, mas ainda conseguimos alguns registros”, explicou.
O secretário também explicou que, junto à inteligência do governo, deve quebrar sigilo telefônico e bancário de alguns funcionários e acredita que nos próximos dias deve divulgar o resultado das investigações. “Apesar da nossa deficiência relacionada ao pouco número de funcionários na cadeia, além de outras dificuldades, não admitimos essas condutas, por isso estamos apurando com calma”.
Segundo Cleitman, o pavilhão cinco, apesar de ser próximo aos fundos da unidade, ainda é considerada área segura. Ele não deu detalhes, mas disse que novas estratégias serão adotadas para evitar fugas naquela aera novamente.
O túnel tinha dois metros de profundidade e cinco de comprimento e foi tapado ainda no sábado por agentes do governo. Até o momento, ninguém foi recapturado. Dos presos, pelo menos seis deles haviam participado da fuga em massa de janeiro do ano passado, no Compaj e no Ipat.