SEM PREVISÃO

Segunda leva de doses da vacina para Manaus segue sem data definida

Todas as 40.072 doses da Coronavac já foram divididas entre povos indígenas aldeados e profissionais de saúde da capital. Nova distribuição depende de definição do Ministério da Saúde

Karol Rocha
19/01/2021 às 15:38.
Atualizado em 09/03/2022 às 10:23

(Informação foi confirmada pela titular da Semsa, Shádia Fraxe. Foto: Junio Matos)

Não há previsão de Manaus receber uma segunda leva de doses da vacina contra a Covid-19. Foi o que afirmou, na manhã desta terça-feira (19), a secretária municipal de saúde, Shádia Fraxe, que ressaltou o público prioritário durante o primeiro momento de vacinação, na capital. 

No total, Manaus conta com 40.072 doses da vacina Coronavac, produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, destinadas ao município pelo Ministério da Saúde.

“Não temos uma previsão de próxima leva no momento. Todas as doses já foram divididas entre os povos indígenas aldeados e profissionais de saúde da capital. Essa redistribuição foi definida pelo Ministério da Saúde e nós temos que acatar e aguardar novas doses”, disse ela, que ressaltou a quantidade reduzida de vacinas para a capital.

“As pessoas querem tomar a vacina para ontem, mas infelizmente isso não depende só de nós. É necessário que o Brasil inteiro tenha essa distribuição, nós tivemos a nossa, vamos aguardar a produção de mais vacinas. Nós estamos esperançosos em receber em breve para conseguir cumprir as nossas metas e deixar a população mais tranquila em relação a isso”.

Aplicação gradativa

De acordo com o Plano Municipal de Imunização contra a Covid-19, que atende ao que foi estabelecido pelo Plano Nacional e pelo Informe Técnico da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, emitido nesta segunda-feira, 18/1, todos os trabalhadores da saúde serão contemplados, mas a vacina será ofertada de forma gradativa e de acordo com a disponibilidade do produto no País.

Os demais grupos da população-alvo serão vacinados na ordem de prioridade e de acordo com fases pré-definidas e que incluem pessoas acima de 60 anos internadas em instituições de longa permanência, pessoas com deficiências que moram em instituições de assistência (ainda Fase 1); pessoas que têm entre 60 e 74 anos, grupos de risco a partir de 60 anos (fase 2), pessoas de qualquer faixa etária com comorbidades (fase 3), professores, força de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade (fase 4).

A definição dos grupos leva em conta, entre outros fatores, o maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos por Covid, o maior risco de infecção, a manutenção dos serviços de saúde, a capacidade de atendimento à população e a manutenção dos serviços essenciais.

O cronograma de aplicação das doses nas demais fase da campanha só poderá ser elaborado após o envio de novas remessas de vacina. Os locais de vacinação também só serão confirmados pela prefeitura após o fechamento do cronograma, mas já está definido que serão espaços públicos amplos e de fácil acesso.

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