Domingo, 20 de Setembro de 2020
ECONOMIA

Sem data prevista, Tropical Hotel irá a leilão pela terceira vez

“Infelizmente nenhuma das três empresas que participaram do certame depositaram o valor da arrematação. O próximo passo é um novo leilão, como manda a lei", informou Pedro Cardoso, adminstrador da massa falida



show_1_3C662BA8-3641-4241-9280-527B06694F9E.jpg Foto: Divulgação
18/08/2020 às 18:48

Sem data prevista, Tropical Hotel irá a leilão pela terceira vez. “Infelizmente nenhuma das três empresas que participaram do certame depositaram o valor da arrematação. O próximo passo é um novo leilão, como manda a lei. Estamos esperando o juiz marcar nova data para ter novo leilão e esperamos que desta vez seja arrematado”, comentou o advogado e administrador judicial da massa falida, Pedro Cardoso dos Santos. 

Decisão publicada na última sexta-feira (14) informa que os três registros de compra do hotel saíram do leilão. Dois deles por não honrar a propostas, deixando de pagar os valores acordados, e o outro, a Geretepaua Engenharia Ltda, por retirar a oferta por problemas originados pela pandemia do novo coronavírus. 



A decisão é da juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ). A magistrada determinou ainda a multa prevista no edital de 20% sobre o lance oferecido pelas três empresas. 

“Nesse panorama, aplico a penalidade prevista no edital aos licitantes Sr. Otacílio Soares de Lima, Geretepaua Engenharia Ltda, Nyata Serviços Financeiros Ltda e Agropecuária Brilhante Ltda, como coobrigada solidária da Nyata, consistente em multa de 20% sobre o lance por eles oferecido, a ser depositada em conta judicial em favor da massa”, diz trecho da publicação

Histórico 

Este é o terceiro leilão do hotel. O primeiro ocorreu no dia 16 de dezembro de 2019. Na ocasião, a empresa amazonense 'Nyata - Soluções em Pagamentos' deu lance de R$ 120 milhões, mas não depositou a caução (garantia legal) de 5% de R$ 6 milhões, do valor estimado do hotel, avaliado em R$ 182,1 milhões.

O segundo leilão ocorreu no dia 11 de fevereiro deste ano. O maior lance foi do empresário Otacílio Soares de Lima, que não pagou o valor proposto de R$ 260 milhões. “Acontece que o primeiro licitante não honrou sua proposta, deixando de pagar, sem qualquer justificativa plausível, o valor oferecido”, diz a decisão da juíza Maria Cristina de Brito Lima. 

Com desqualificação do vencedor, quem passou a ter o direito de arremate foi a paraense Geretepaua Engenharia, esta, de acordo com os autos, “explicou que as alterações econômicas trazidas pela pandemia covid-19 tornou sua proposta insustentável”. 

A terceira proposta era de duas empresas, a Nyata Serviços Financeiros Ltda - que já havia participado do primeiro certame - em parceria com a Agropecuária Brilhante Ltda. Estas, assim como o primeiro proponente, não honraram seu lance. 

Além disso, conforme trecho da decisão, a terceira proponente “apresentou alternativas que se mostraram vazias e culminaram por atrasar a marcha para novo leilão”.

Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.