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IMPASSE

Sinteam cobra pagamento de plano de saúde e é ‘convidado a se retirar’ da Sefaz

Desde o último dia 21, os professores não estão podendo usufruir dos serviços por conta de débitos do Governo do Estado com a empresa. Doze PMs que atuam na Sefaz foram chamados para acompanhar os representantes do sindicato 28/12/2018 às 20:07
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) foram “convidados a se retirar”, nesta sexta-feira (28), do prédio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), de acordo com a presidente da entidade, Ana Cristina Rodrigues. O grupo esperava o secretário Alfredo Paes, para tratar sobre os pagamentos do plano de saúde Hapvida, mas não foi recebido.

Somente neste mês de dezembro, o atendimento do plano de saúde já foi suspenso duas vezes por falta de pagamento, de acordo com o Sinteam. Desde o último dia 21, os professores não estão podendo usufruir dos serviços por conta de débitos do Governo do Estado com a empresa.

A presidente do Sindicato afirmou que o grupo de professores ficou por cerca de seis horas na Sefaz e havia recebido a promessa de ser recebida pelo secretário às 17h.  “Soubemos que ele esteve lá mas não nos recebeu. Quando deu 17h, nos convidaram a nos retirar de lá”, relatou Ana Cristina, acrescentando que inclusive doze policiais militares foram chamados. “Os policiais não foram hostis, não nos destrataram em nenhum momento. Estavam ali apenas cumprindo ordens”, enfatizou ela.

Os sindicalistas, mesmo assim, se negaram a deixar o local. Depois de muita discussão, segundo a presidente, a chefia de gabinete apresentou espelhos que seriam de pagamentos efetuados à Hapvida. “Eram pagamentos parciais, que não representavam a quitação do débito total”, afirmou ela.

Com professores tendo tratamentos suspensos, o Sindicato planeja ações judiciais para garantir a continuidade do atendimento a pacientes com câncer e sendo submetidos a diálises, por exemplo. A sindicalista fez críticas ao tratamento dado pelo governo Amazonino Mendes aos professores nesta reta final de gestão.

“A impressão que dá é que eles estão empurrando tudo para o próximo governo, mas sabemos que o novo governo só pode efetuar pagamentos em fevereiro. É lamentável que um homem com tantos anos de vida pública não consiga entender a importância do servidor em um momento como esse”.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação Social do Amazonas (Secom) solicitando um posicionando sobre o ocorrido, mas até a publicação desta matéria não obteve uma resposta.

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