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Manaus
IMPASSE

Tropical Hotel tem energia cortada por dívida de R$ 500 mil com a Eletrobras

Até ontem à noite, o fornecimento ainda estava suspenso e o hotel estava mantendo as atividades com a operação de geradores de energia 31/08/2018 às 02:04 - Atualizado em 31/08/2018 às 08:59
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Foto: Divulgação
Izabel Guedes Manaus (AM)

Em virtude de débitos com contas de energia no valor de R$ 500 mil, a Eletrobras Distribuição Amazonas cortou ontem (30) o fornecimento de energia elétrica do Tropical Hotel Manaus, o luxuoso resort ecológico localizado na Zona Oeste da capital amazonense. A ação teria sido motivada com base em uma  liminar da Justiça que foi contestada pelo estabelecimento.

O hotel, porém, acusa a concessionária de ter agido de forma arbitrária, uma vez que os trâmites do processo ainda não teriam sido concluídos.

Até ontem à noite, o fornecimento ainda estava suspenso e o hotel estava mantendo as atividades com a operação de geradores de energia. Em nota, o Tropical Hotel informou  que está buscando uma solução jurídica para não prejudicar os hóspedes e nem colaboradores.

Imbróglio

A ação judicial entre a fornecedora de energia e o estabelecimento  existe há meses. Segundo a rede hoteleira,  a Eletrobras estava cobrando valores exorbitantes, sistematicamente, independentemente da ocupação e do consumo de energia do estabelecimento. Devido a isso, o hotel solicitou uma revisão no medidor de energia e como não chegaram a um acordo, e o pedido não foi atendido, o Tropical ingressou com a ação judicial para tentar solucionar o problema.

Em contra partida, a concessionária de energia entrou com outra ação  pedindo para que o pagamento fosse efetuado ou o corte da energia fosse executado.

Em nota, a assessoria do estabelecimento alegou que, inicialmente, a liminar foi concedida em favor do hotel e o processo estava em regular tramitação para a perícia no medidor de energia do local ser executada. Ainda  conforme o Tropical, o processo encontra-se dentro do prazo para recurso, uma vez que a medida cautelar junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), visando cassar os efeitos da liminar anterior,  teve seu pedido negado.

A administração do hotel informou ter ficado surpresa com a decisão da Justiça,  visto que a medida adveio de uma sentença judicial sem julgamento do mérito e sem a conclusão da instrução do mesmo. Disse  também que “as decisões tomadas anteriormente somente poderão ser alteradas após o trânsito em julgado, o que não ocorreu até o momento. Assim, o ato da Eletrobras configura uma arbitrariedade e um desrespeito às decisões judiciais”.

A Crítica procurou a Eletrobras Distribuição Amazonas para falar sobre as acusações de arbitrariedade, mas até o fechamento da edição não obteve retorno.

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