Obra da Prefeitura de Manaus, que demorou 15 meses para ser construída e custou R$ 63 milhões aos cofres públicos, possui uma entrada subterrânea interditada que dá acesso à loja Cocil
(Foto: Winnetou Almeida)
Anunciado como a maior obra de mobilidade urbana já realizada pelo Poder Executivo municipal em Manaus, o complexo viário Ministro Roberto Campos, localizado entre as ruas Pará e João Valério, na avenida Constantino Nery, na Zona Centro-Sul da capital, foi inaugurado na segunda-feira da semana passada com um trecho interditado.
Ao contrário do que afirmou a Prefeitura de Manaus, a obra foi entregue sem a conclusão integral da estrutura. A área fechada do novo complexo viário em questão se localiza em um trecho subterrâneo da obra de mobilidade, que demorou 15 meses para ser construída e custou R$ 63 milhões aos cofres públicos, e serve de via de acesso para a loja de materiais de construção da empresa Cocil Home Center, que fica situada na rua Pará.
Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que a construção do trecho da passagem subterrânea que está no momento fechada foi executada pela própria empresa (Cocil) e recebeu autorização formal da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), “uma vez que já existia entrada ao estabelecimento pela rua Pará e a criação do acesso não interferia na execução dos serviços de construção do complexo viário. Pelo contrário, gerou economia ao cofre público municipal porque reduziu a necessidade de instalação de estacas de fundação na área”.
A Prefeitura acrescentou que manteve diálogo com comerciantes e moradores do entorno para minimizar os impactos da obra, além de proporcionar maior fluidez e acessibilidade ao trânsito de veículos e pedestres no local. O complexo viário Roberto Campos interliga as Zonas Oeste/Centro-Sul, por meio de duas passagens subterrâneas, e Norte/Sul, por uma plataforma principal, cuja função é melhorar o fluxo no trânsito e o transporte de passageiros para as demais zonas da cidade.
A recém-inaugurada obra também conta com uma moderna estação de transferência chamada São Jorge. Essa estação possibilita a conexão de linhas de ônibus utilizando o sistema de bilhetagem eletrônica com o uso do Cartão Cidadão. O usuário dispõe ainda da integração na estação que segue os moldes de um mini terminal.
A estação São Jorge possui duas plataformas: a superior, na av. Constantino Nery, que recebe as linhas troncais; e a inferior, na alça de retorno ao São Jorge, para as linhas de ônibus alimentadoras. Ambas são interligadas por elevadores e passarelas, que permitem a travessia de pedestres na Constantino Nery.