Presidente da Assembleia, Roberto Cidade, convocará as eleições indiretas e é favorito para o cargo, podendo ter caminho aberto para a reeleição
Somente deputados poderão votar e ser votados nas eleições indiretas (Foto: Rodrigo Brelaz / ALEAM)
A renúncia do então governador Wilson Lima e de seu vice Tadeu de Souza, oficializada às 23h deste sábado (4), coloca o Amazonas em uma situação inédita desde a redemocratização: a realização de uma eleição indireta para governador do Estado.
Pela Constituição do Amazonas, se a vacância dos cargos tivesse acontecido nos dois primeiros anos de mandato, uma nova eleição direta seria realizada. Como ela aconteceu nos últimos dois anos de mandato, o presidente da Assembleia Legislativa - neste caso, Roberto Cidade (União Brasil) - assume de maneira interina e tem que convocar eleições indiretas em até 30 dias.
Poderão disputar as eleições indiretas cidadãos filiados a partidos políticos, mas a escolha caberá somente aos deputados estaduais. O Amazonas tem 24 deputados estaduais. Neste cenário, Cidade é o amplo favorito para vencer, tendo em vista que está em seu terceiro mandato como presidente da Assembleia Legislativa.
O deputado ou deputada que vencer a eleição indireta pode disputar as eleições de outubro como candidato ou candidata à reeleição, disputando o que seria um segundo mandato. O formato é o mesmo que aconteceria caso o vice Tadeu de Souza assumisse o governo: teria um mandato válido até o fim deste ano e poderia disputar um segundo mandato nas eleições de outubro.
A tendência de momento é que Cidade seja o único candidato, já que o grupo de Wilson Lima tem a maioria dos parlamentares. O senador Omar Aziz, pré-candidato ao Governo, não deve lançar nenhum nome para a disputa, ainda que tenha pelo menos dez deputados em seu arco de alianças.
*Inicialmente publicamos que somente deputados estaduais poderiam concorrer. A informação foi corrigida às 15h08.