Infância marcante

Criança já quebrou 12 televisões, quase incendiou a casa e trouxe um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil para a família

A mãe do garoto de 3 anos, Shyama Underwood, 35, lembra tudo o que ele já aprontou desde que começou a andar

Portal A Crítica e Agências
10/03/2021 às 15:55.
Atualizado em 22/03/2022 às 15:35

(Foto: Reprodução / Revista Crescer)

Terra espalhada pela sala, aparelhos de TV quebrados e banheiro inundado. Aos 3 anos de idade, o pequeno Jaxon-Carter já tem um vasto currículo de danações dignas das crianças mais peraltas do mundo. De acordo com matéria publicada pela revista Crescer, as peripécias do menino começaram assim que ele começou a andar e os prejuízos à família já chegam a quase R$ 50 mil.

"Desde o momento em que ele começou a andar, não posso dar as costas nem mesmo por um segundo, sem que ele se meta em travessuras. Na semana passada, ele quase colocou fogo na casa ao enfiar seu brinquedo no forno, enquanto eu preparava o jantar - eu voltei e o forno estava em chamas”, relembra a mãe em entrevista ao Mirror.

O garoto já “redecorou” todo o banheiro com tinta cinza e alguns dias depois, tinta branca. De todos os incidentes, o mais frustrante, para a mãe, foi quando o bebê derrubou a terra do vaso em toda a sala. "Ele ficava olhando para mim com aqueles olhinhos por trás de seu rosto que estava preto, imundo. Eu tive que rir para não chorar”, afirma.

CRIANÇA TERRÍVEL?

Muitos chamam a fase que Jaxon está vivendo de terrible two ou terrible three. Para a psicóloga e colunista da CRESCER, Mônica Pessanha, as crianças de 2 ou 3 anos de idade não são terríveis. "Como adultos, vemos o comportamento errático de nossas crianças como algo que precisa ser controlado, porque elas parecem tão descontroladas, o que, do ponto de vista de adultos, realmente pode ser verdade. É aí que tendemos a recorrer a generalizações sobre os "dois terríveis" anos. Quando agimos dessa forma, podemos inadvertidamente sabotar o desenvolvimento de nossos filhos, afastar sua capacidade de entender a si mesmos, de explorar o mundo de uma maneira que faça sentido para eles e incentive sua curiosidade. Truncamos a motivação deles para aprender. Tiramos a confiança deles para criar relacionamentos e, o mais importante de tudo, interrompemos a capacidade de desenvolver as habilidades emocionais necessárias para que eles tenham sucesso na escola e na vida. Entendendo sucesso como a capacidade que uma pessoa tem, de maneira confiante, explorar o mundo ao seu redor com entusiasmo e curiosidade, sem medo de cometer erros; sentindo-se segura o suficiente para começar e de se recompor diante de uma decepção", explica.

A publicação listou algumas atitudes dos pais que podem ajudar a passar por essa fase complicada:

1. Ouvir os filhos em vez de apenas conversar e direcioná-los.

2. Dar a eles liberdade para brincar e explorar o mundo de forma mais autônoma.

3. Permitir aos filhos a oportunidade de se esforçar para realizar algo e falhar.

4. Trabalhar para entender quem é cada criança e o que ela precisa em uma determinada idade.

5. Dar aos filhos limites e orientação.

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