economia

Abraciclo aponta preços menores e agilidade como fatores para aumento nas vendas de motos

Segmento de Duas Rodas foi um dos maiores responsáveis pelo resultado do primeiro quadrimestre do PIM, que já passa dos R$ 78 bilhões de faturamento

Lucas dos Santos
22/06/2026 às 18:32.
Atualizado em 22/06/2026 às 18:32

(Foto: Divulgação)

Diretor-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Sergio Oliveira avaliou que o preço acessível e a agilidade no deslocamento entre grandes distâncias como os principais fatores para o crescimento de 11,9% nas vendas de motocicletas, motonetas e ciclomotores produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM), segundo os dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

A autarquia federal informou que o polo já faturou mais de R$ 78 bilhões entre janeiro e abril de 2026, além de manter uma média superior a 130 mil empregos diretos. O segmento de Duas Rodas liderou a participação no faturamento, com uma fatia de 20,9%. As informações da Suframa apontam que foram produzidas mais de 800 mil unidades nos primeiros meses do ano.

“As próprias características da motocicleta fazem com que, cada vez mais, o consumidor opte pelo veículo. Entre os diversos fatores, podemos destacar o preço mais acessível, a economia de combustível, o baixo custo de manutenção, a agilidade nos deslocamentos urbanos e o crescimento da utilização profissional. Com isso, a motocicleta se torna uma solução mais econômica e acessível de transporte para as diferentes regiões do Brasil”, disse o diretor da Abraciclo.

Sergio Oliveira destacou que o aumento não se limita aos centros urbanos nacionais e que o uso das motocicletas tem se expandido para todo o país. É importante destacar que os dados da Suframa tratam apenas de janeiro a abril. Segundo as informações divulgadas pela Abraciclo até maio, a produção de motocicletas já passa de 932,5 mil, volume 10,1% maior que o mesmo período de 2025.

Para o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os indicadores de desempenho do polo industriam mostram que o ambiente de negócios da região segue fortalecido e atrativo para novos investidores. Nessa quinta-feira (18), o Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) aprovou uma pauta de R$ 2,68 bilhões, com previsão de instalação de 35 novas empresas no PIM.

“Faturar a expressiva marca de R$ 78 bilhões no primeiro quadrimestre, com diversos setores apresentando crescimento e o setor de bebidas, em especial, registrando quase 50% de aumento, demonstra a força e a diversificação da nossa indústria. Somado a isso, o incremento nas exportações e a manutenção de mais de 130 mil empregos diretos evidenciam que a Zona Franca de Manaus está no caminho certo para mais um ano de evolução e ótimos resultados", avaliou.

Linha de crédito

Questionado sobre o programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp, lançado pelo governo federal para conceder crédito a motociclistas profissionais e entregadores, Sergio Oliveira avaliou a iniciativa como positiva, já que oferece aos trabalhadores “novas opções de financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas elétricas fabricadas no Brasil”.

“A entidade aguarda a publicação da Portaria do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC) que habilitará as empresas fabricantes, bem como as listas das marcas e modelos elegíveis às linhas de financiamento”, completou.

O programa foi lançado no dia 12 de junho e é voltado para profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista. A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil, cujo polo produtor está na ZFM.

Entre os itens financiáveis estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país; bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional. Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

O programa permite o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses. O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

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