Taxa brasileira ficou em 5,4%; estado aparece entre as unidades da federação com maior nível de desocupação, segundo o IBGE
(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
O Amazonas encerrou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 7,5%, acima da média nacional de 5,4%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com esse resultado, o estado ficou atrás apenas de Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco e Piauí (8,3%), além de Alagoas e Sergipe, ambos com 7,9%, entre as maiores taxas de desocupação do país.
Na outra ponta, 11 unidades da federação registraram índices abaixo da média nacional. Santa Catarina apresentou a menor taxa, com 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
A média brasileira de 5,4% representa queda em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre deste ano. Entre os estados, o desemprego recuou em 13 localidades e permaneceu estável nas demais.
O Amazonas não aparece entre os estados que apresentaram redução estatisticamente significativa na taxa de desemprego no período.
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, ritmo da atividade econômica e escolaridade da população.
“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.
Entre os estados da Região Norte, Roraima registrou taxa de desemprego de 5%, abaixo da média nacional. Pará ficou em 6,2%, Acre em 6,6% e Amazonas em 7,5%.
Rondônia teve um dos menores índices do país, com 2,6%, enquanto o Amapá apresentou a maior taxa nacional, de 9,8%. Tocantins fechou o trimestre com 4,1%.
A Pnad também apontou redução no chamado desemprego de longa duração. No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas procuravam trabalho havia dois anos ou mais, menor contingente desde o início da série histórica, em 2012.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 15,6%.
O levantamento mostrou ainda diferenças por gênero e cor ou raça. Entre os homens, a taxa de desemprego ficou em 4,6%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,4%.
Entre as pessoas pretas, o índice foi de 6,9%, e entre as pardas, de 6,1%. Já entre os brancos, a taxa ficou em 4,2%.
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
(*) Com informações da Agência Brasil.