Economia

Amazonas se consolida como mercado estratégico e impulsiona vendas da Chilli Beans no Norte

Somente no primeiro trimestre de 2026, o Amazonas registrou um faturamento de R$ 2.810.924,86 e em abril esse montante já chegou R$ 750 mil para a marca, representando 1,3% da operação nacional.

Karol Pacheco
02/05/2026 às 11:33.
Atualizado em 02/05/2026 às 11:33

(Foto: Divulgação)

O Amazonas tem se consolidado como um mercado relevante para o varejo de acessórios no Norte do país, com desempenho consistente e crescimento acima da média em algumas redes nacionais. No segmento, a Chilli Beans mantém presença ativa há anos, com resultados que reforçam o potencial da região dentro da estratégia da empresa.

Somente no primeiro trimestre de 2026, o Amazonas registrou um faturamento de R$ 2.810.924,86 e em abril esse montante já chegou R$ 750 mil para a marca, representando 1,3% da operação nacional. Dentro da região Norte, Manaus responde por 15,8% das vendas, consolidando-se como um dos principais polos de consumo. 

Fundador e CEO da empresa, Caito Maia destaca que cidades como Manaus e Belém estão entre as cinco maiores em vendas em toda a rede. Segundo ele, o desempenho reforça a importância econômica da região e mantém o Norte no radar constante da companhia. O executivo afirma que os olhos da marca seguem atentos ao comportamento de consumo local, especialmente pelo potencial de crescimento.

(Foto: Divulgação)

 Apesar dos bons resultados, a logística ainda é um dos principais desafios para a operação no Norte. Os produtos chegam por vias terrestre e fluvial, o que impacta diretamente o tempo de abastecimento. Com coleções lançadas semanalmente, que fazem parte da estratégia da empresa, os itens destinados à região precisam ser enviados primeiro em relações às outras regiões. “A empresa vem aprendendo a lidar com essa realidade ao longo dos anos, mantendo o compromisso de oferecer os mesmos produtos disponíveis no restante do país”, afirmou Caíto.

A alta rotatividade de coleções é uma das marcas registradas da empresa, que trabalha com volumes menores e maior diversidade de produtos. Cada lançamento permanece por tempo limitado nas lojas, estimulando a renovação constante do portfólio e o interesse do consumidor. “Essa dinâmica exige alinhamento com franqueados e uma logística eficiente, considerada um dos segredos do modelo de negócios”, afirma o empresário.

Outro pilar importante são as colaborações com artistas e marcas da cultura pop, prática que a empresa desenvolve há duas décadas. Segundo Maia, o movimento é duplo, com parcerias surgindo tanto por iniciativa da marca quanto por interesse de artistas. Ele adianta que novas coleções com nomes como Cazuza e Charlie Brown Jr. estão previstas, reforçando a conexão com o público por meio de narrativas culturais.

Mesmo com forte presença nacional, a empresa ainda não regionaliza suas coleções de forma específica. Os produtos seguem um padrão único para todo o país, com temas considerados democráticos. “No entanto, há planos de investir mais em regionalização no futuro. Reconhecemos que o Amazonas oferece um campo fértil para explorar identidade cultural e desenvolver produtos com maior conexão local”, assegurou.

Fim da escala 6x1

No campo da gestão, o empresário também defende a experimentação de novos modelos de trabalho no varejo, como a escala 6x1 ou 5x2, de acordo com a realidade de cada franquia. “A mudança não está necessariamente ligada ao aumento de vendas, mas à qualidade do serviço e à redução da rotatividade de funcionários. O impacto positivo nessa mudança de escala está mais relacionado à experiência do cliente e à estabilidade das equipes”. Muitos dos franqueado da marca já adotam a escala 5x2, prática altamente incentivada por Caíto.

Com uma marca consolidada e diversificada, que hoje tem 68% das vendas concentradas em óculos escuros, além de produtos como óculos de grau, acessórios e relógios, Caito Maia mantém atuação direta na operação. Ele afirma que estar presente no dia a dia do negócio é o que garante decisões mais alinhadas com a realidade do mercado. 

Para empreendedores do Norte, Caíto aconselha “Os empreendedores no Norte têm que transformar identidade e cultura local em diferencial competitivo pode ser um caminho promissor em um mercado cada vez mais conectado ao conceito de autenticidade”.

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