Fiscalização

Antaq confirma que ficará de olho na taxa da seca em Manaus

Agência reforçou regras definidas no ano passado, que regulamentaram a cobrança da taxa da seca apenas se o rio Negro atingisse 17,7 metros

acritica.com
14/08/2026 às 16:00.
Atualizado em 14/08/2026 às 16:00

(Foto: Divulgação)

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) afirmou que irá reforçar a fiscalização contra uma eventual cobrança da Low Water Surcharge (LWS), a famosa taxa da seca, nas embarcações direcionadas a Manaus. A informação foi confirmada ao jornal Valor Econômico, o qual destacou também que a autarquia está tomando providências para responder as eventualidades.

Segundo a jornalista Maria Sílvia, de Brasília, a Antaq avaliou que as experiências das últimas grandes estiagens, em 2023 e 2024, faz com que seja necessária uma abordagem antecipatória, mas “sem alardes desnecessários”.

“Estamos avaliando os riscos, adotando medidas preventivas e, mais do que tudo, atuando de forma coordenada com as diversas instituições. Como esse mercado não opera em regime de concorrência perfeita, é obrigação legal da agência acompanhar de perto o assunto. Havendo diálogo e troca de informações, atuaremos de forma mais certeira e cirúrgica”, afirmou o diretor-geral Frederico Carvalho Dias.

A informação vem após a Associação Comercial do Amazonas (ACA) acionar a agência contra empresas de navegação que emitiram comunicados de cobrança da taxa da seca nas duas últimas semanas, mesmo com a Antaq definindo que a cobrança ocorresse apenas quando o rio Negro atingisse 17,7 metros em Manaus.

Além disso, a instituição da taxa deve ser comunicada à agência nacional com 30 dias de antecedência, com as empresas informando o fato gerador da cobrança, os serviços abrangidos, a base de cálculo e quanto tempo essa cobrança irá durar. No Amazonas, três empresas emitiram comunicados de cobrança a partir de setembro: MSC, CMA MGM e Maersk.

Em nota enviada à reportagem, a Maersk esclareceu que as comunicações divulgadas a seus clientes possuem apenas "caráter preventivo, voltado a planejamento e previsibilidade, e que eventual cobrança somente será aplicada caso a situação hidrológica se materialize" e gere impactos operacionais efetivos.

Nesta sexta-feira (14), o rio Negro em Manaus atingiu a cota de 26,33 metros após cair oito centímetros em comparação ao dia anterior. Nessa mesma data em 2025, ano em que as águas tiveram níveis normais, o rio estava em 27,96 metros. Em comparação a 2024, ano da seca histórica, o rio estava em 23,63 metros, 2,7 metros a menos que 2026.

O último boletim divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) aponta que as descidas estão dentro do intervalo de normalidade, com previsão para que a seca se acentue em meados de setembro, conforme nos outros anos. Até o momento, não há indicações de uma nova cheia histórica, mesmo sob alerta de intensificação do fenômeno El Niño

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