CRÉDITO PARA EMPRESAS

BNDES aprova R$ 398,7 milhões para micro, pequenas e médias empresas do Amazonas

Volume no primeiro semestre cresceu 37,7% em relação a 2025 e representou 83,6% do total de crédito aprovado no estado

acritica.com
14/08/2026 às 14:06.
Atualizado em 14/08/2026 às 14:06

(Foto: Divulgação)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para micro, pequenas e médias empresas do Amazonas no 1º semestre de 2026, alcançando R$ 398,7 milhões. O valor aprovado para os empreendedores do estado foi 37,7% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 289,5 milhões).

Os recursos aprovados atenderam setores da economia como infraestrutura (R$ 210,1 milhões), comércio e serviços (R$ 74,8 milhões), agropecuária (R$ 74,6 milhões) e indústria (R$ 39,2 milhões).

“Os números mostram a retomada do papel do BNDES como parceiro do desenvolvimento e do empreendedorismo. O Banco tem impulsionado tanto setores estratégicos, como agronegócio e indústria, quanto o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), fortalecendo a economia local de ponta a ponta"”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para MPMEs do Amazonas foi de R$ 218,1 milhões neste 1º semestre, aumento de 25,9% ante 2025. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES.

Desde 2023, o BNDES aprovou para MPMEs amazonenses um total de R$ 1,69 bilhão. O volume é 286,8% superior ao aprovado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 437,9 milhões).

Norte

As aprovações de crédito para MPMEs da Região Norte alcançaram R$ 3,77 bilhões no 1º semestre de 2026, valor 89,7% superior ao realizado no mesmo período de 2025 (R$ 1,99 bilhão). As aprovações para empreendedores representaram 72,5% do total no período. Os valores aprovados neste semestre atenderam diferentes setores, como infraestrutura (R$ 1,37 bilhão), agropecuária (R$ 1,28 bilhão), comércio e serviços (R$ 942,4 milhões) e indústria (R$ 180,3 milhões). Já o volume de desembolso para o segmento chegou a R$ 1,87 bilhão, ante R$ 1,22 bilhão no mesmo período de 2025.

Para a região, as aprovações voltadas para MPMEs desde 2023 chegaram a R$ 17,06 bilhões, valor 188,2% superior ao registrado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 5,92 bilhões).

Nacional

O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição. Os resultados financeiros, divulgados nesta quarta-feira (12), também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido, reflexo da sustentabilidade e da solidez do Banco.

O desempenho operacional da instituição também segue com resultados robustos, com valores de consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. O total de aprovações de crédito e operações garantidas aumentou 19% ante primeiro semestre de 2025, com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, sendo R$ 43,4 bilhões em garantias.

As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, aumento de 52% ante 1º semestre de 2025. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+ 27%) e à indústria R$ 22,5 bilhões (+ 24%).

O apoio às MPMEs alcançou R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, maior valor da história para o período, com alta de 22% sobre 2025 (R$ 88,8 bilhões).  As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 43,4 bilhões, enquanto as aprovações de crédito somaram R$ 64,8 bilhões.

O volume dos desembolsos do BNDES alcançou R$ 74,8 bilhões no semestre, aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida. As consultas aumentaram 72% em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 237,7 bilhões.

A inadimplência da instituição, de 0,05% (90 dias), permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).

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