Framework leva projetos de tecnologia do zero à autonomia
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Dados da consultoria McKinsey revelam que 70% das iniciativas de transformação digital fracassam nas empresas. O motivo não é a falta de softwares avançados ou orçamentos milionários, mas sim a ausência de governança e cultura de adoção entre as equipes. Já um levantamento da Gartner aponta que, até 2026, 60% dos projetos de inteligência artificial corporativos devem ser abandonados simplesmente porque as estruturas básicas de dados não estão preparadas.
Diante de estatísticas tão latentes, a gestão de empresas enfrenta uma pressão constante dos conselhos administrativos: como garantir que a inovação não se torne um erro estratégico ou financeiro? A resposta não está em comprar mais tecnologia, mas em aplicar processos organizacionais eficientes do início ao fim. Foi justamente para atacar essa alta taxa de mortalidade em projetos estruturantes que o brasileiro Elemar Jr. desenvolveu um caminho prático para líderes e executivos.
Fundador e CEO da eximia.co, Microsoft Most Valuable Professional e Regional Director, Elemar Jr. decidiu fugir do discurso utópico sobre o futuro do trabalho. Ele criou o Metamodelo para Criação. Em vez de vender tendências passageiras de mercado, o especialista montou um framework que ensina os executivos a erguerem desde áreas complexas de inteligência artificial até empresas inteiras, do absoluto zero à independência operacional.
“Para muitas coisas deu certo, para outras não. Tudo o que deu certo seguia o mesmo roteiro, e o que não deu foi porque negligenciei alguma etapa”, analisa Elemar Jr, em entrevista ao Feed TV. O método é dividido em três fases gerenciais essenciais. A primeira é o Alicerce, que define o propósito real e os indicadores de sucesso da operação. A segunda é a Construção, focada em amarrar o conhecimento, a estrutura física e a metodologia de trabalho da equipe. Por fim, entra a Consolidação, que estabelece a governança. É nessa etapa que ocorre o "Phase-out", o momento crucial em que o criador transfere as responsabilidades e o projeto passa a andar com as próprias pernas.
O detalhe mais inusitado sobre a aplicabilidade corporativa do framework é sua validação histórica. Ao estruturar a metodologia de gestão, o executivo notou que as sete etapas do processo espelham a exata sequência descrita no livro de Gênesis, o primeiro da Bíblia. Da definição da luz (o propósito estratégico) ao descanso do sétimo dia (o phase-out), a espinha dorsal é a mesma que guiou Noé na engenharia da arca. De acordo com Elemar, o modelo comprova que, independentemente da época, criar algo com resultados duradouros exige um rigor estrutural que o mercado contemporâneo precisa resgatar urgentemente.