Grupo Chibatão

Chibatão muda operação em Itacoatiara com Rio Negro acima do nível de 2024

Píer provisório recebe parte dos contêineres para aliviar o peso dos navios, que seguem até Manaus; em 2024, o transbordo era realizado em toda a carga

Omar Gusmão
10/10/2026 às 10:07.
Atualizado em 10/10/2026 às 10:07

(Foto: Divulgação)

A diferença no nível do Rio Negro em relação a 2024 levou o Grupo Chibatão a operar de maneira diferente este ano em seu píer provisório de 277 metros transportado para Itacoatiara (a 180 quilômetros de Manaus) em 17 de setembro e que iniciou suas operações no dia 4 de outubro. Com o nível acima do que atingiu na mesma época em 2024, a empresa está realizando apenas um “alívio de carga” naquele município este ano. 

Em 2024, era realizado o transbordo de toda a carga dos navios para balsas e, só assim, as cargas seguiam para Manaus. Acontece que o nível do Rio Negro atingiu 17,92 metros no porto de Manaus nesta sexta-feira (9), 5,81 metros a mais do que na mesma data em 2024, embora em comparação com 2025, o rio esteja 3,41 metros mais baixo. O rio atingiu 21,33 metros em 9 de outubro de 2025 e 12,11 metros em 9 de outubro de 2024.

O diretor executivo geral do Grupo Chibatão, Jhonny Fidelis, explica como ocorreu a primeira operação no píer que, a exemplo de 2024, foi instalado em Itacoatiara devido às restrições à navegação causadas pela estiagem, que dificultam a chegada de grandes embarcações a Manaus.

Fidelis esclareceu que, em 2026, o serviço realizado em Itacoatiara será o que está sendo chamado de “alívio de carga”. Sobre o navio que iniciou as operações em Itacoatiara, no domingo (4), Jhony Fidelis detalhou como ocorreu a operação. 

“O navio chegou com 1.111 contêineres e aliviou, transbordou 266 contêineres para as balsas. A operação de 2026 é diferente da de 2024. Em 2024, dado ao nível do rio ter realmente ficado bem complicado, bem baixo, 100% da carga operou em Itacoatiara, porém os armadores tiveram que reduzir a capacidade para reduzir o tempo de parada em Itacoatiara”, explicou. 

“Em 2026, a gente fez um pouco diferente, a gente está observando que o nível do rio não está baixando tanto e mais adicionado ao serviço de dragagem, nós lançamos o serviço de alívio de carga. Ou seja, o navio vem ‘full’ com 1200-1300 contêineres ele alivia a carga em Itacoatiara, fica mais leve e passa até Manaus”, esclarece.

Segundo o diretor executivo, a operação em Itacoatiara está ocorrendo dentro da normalidade e com total sucesso. Fidelis destacou ainda que a operação no píer provisório é uma operação extra que em Manaus o Grupo Chibatão não reduziu capacidade. “É uma operação extra para realmente trabalhar e mitigar os efeitos da estiagem em 2026”, declarou.

DESTAQUE

O porto privado Super Terminais também enviou um módulo de 4 mil toneladas a Itacoatiara há uma semana, como parte da “Operação Seca 2026”. A empresa informou, contudo, que seu píer provisório ainda está em fase de instalação e, portanto, ainda não está operando.

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
Portal A Crítica - Empresa de Jornais Calderaro LTDA.© Copyright 2026Todos direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por