Marcos Bentes, saiu em defesa dos incentivos aos produtos produzidos no Polo Industrial de Manaus que ficaram de fora do texto da Reforma Tributária
À esquerda, Marcos Bento, presidente da Abraciclo (Foto: Junio Matos/AC)
O presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), Marcos Bento, defendeu a garantia dos incentivos aos produtos produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM) que ficaram de fora do texto da reforma tributária. O Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) é a maior preocupação do setor.
Conforme Marcos Bento, foram produzidas 868.076 unidades no primeiro semestre de 2024 e esse número pode ser afetado caso os incentivos que beneficiam diretamente o cliente não se mantenham.
Para o presidente da Abraciclo, alguns fatores preocupam para o segundo semestre, mas garante que o número previsto não é negativo e que será mantido o mesmo padrão do primeiro devido à estiagem.
A Abraciclo informou que um dos motivos das quedas de exportação é a desvalorização econômica de países da América do Sul, como a Argentina. O presidente da instituição disse que o produto brasileiro atinge uma qualidade maior e se paga mais por ele.
Afonso Cagnino - Representante da Yamaha
Uma das empresas do Polo de Duas Rodas do PIM, a Yamaha, disse que tem feito reuniões com a bancada de senadores do Amazonas para garantir a competitividade do modelo. O representante da fábrica, Afonso Cagnino, informou que a expectativa é que as demandas sejam atendidas no senado.
Afonso Cagnino ressaltou que os planejamentos da fábrica já estão acontecendo desde a estiagem de 2023 e que uma das preocupações é com os meses críticos, a partir de setembro.
Ele destacou que a ‘taxa de pouca água’ obedece uma lei da oferta e da procura e que para regulamentar precisa mais do que só o governo do Estado.