Patrocinadora do Festival de Parintins pelo quinto ano consecutivo, empresa soma até R$ 8 bilhões em investimentos no estado e prepara nova etapa do Complexo Azulão
CEO da Eneva, Lino Lopes Cançado afirma que o apoio ao Festival de Parintins faz parte da estratégia da empresa de fortalecer sua presença no Amazonas (Fotos: Junio Matos/A Crítica)
O azul e o vermelho tomam conta das arquibancadas, as toadas embalam o público e as marcas dos patrocinadores aparecem espalhadas pelo Bumbódromo. Entre elas está a Eneva, que neste ano completa cinco edições consecutivas apoiando o Festival Folclórico de Parintins.
Para o CEO da companhia, Lino Lopes Cançado, a presença no maior espetáculo cultural da Amazônia acompanha uma decisão tomada há alguns anos: construir uma relação duradoura com um estado onde a empresa concentra um dos maiores ciclos de investimentos da sua história.
Na prática, isso significa investir também fora das usinas. A empresa mantém programas de qualificação profissional, incentiva fornecedores locais, desenvolve projetos sociais e aposta no fortalecimento da cultura regional. Foi essa combinação que levou a Eneva a patrocinar o Festival de Parintins.
A Eneva chegou ao Amazonas em 2018, quando adquiriu o Campo de Azulão, em Silves. Desde então, a companhia implantou um complexo de produção de gás natural e geração de energia que já consumiu entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões em investimentos. O montante inclui atividades de exploração, perfuração de poços, construção da planta de liquefação do gás e implantação das usinas termelétricas.
Complexo Azulão, em Silves, reúne projetos de produção de gás natural e geração de energia que já receberam entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões em investimentos. Foto: Reprodução/Eneva
Uma nova etapa desse complexo entra em operação no início de agosto deste ano. Outra usina, prevista para julho de 2027, elevará a capacidade instalada para cerca de 950 megawatts de geração no Amazonas.
Antes disso, o gás produzido em Azulão passou a abastecer uma usina em Roraima, substituindo parte da geração movida a diesel e respondendo por aproximadamente metade da energia consumida no estado vizinho.
Cançado afirma que o investimento não termina quando as obras são concluídas.
Durante o pico das obras, cerca de 4 mil trabalhadores atuaram diretamente na construção dos empreendimentos. Hoje, aproximadamente 2 mil pessoas continuam empregadas nos projetos da companhia.
Além dos postos de trabalho, o executivo destaca que os investimentos movimentam diversos setores da economia, como hotelaria, alimentação, transporte, metalurgia, construção civil e empresas do Polo Industrial de Manaus, que passaram a fornecer equipamentos e estruturas para os empreendimentos.
Segundo ele, a empresa procura identificar fornecedores amazonenses capazes de atender às demandas das obras para reduzir a necessidade de contratar empresas de outros estados.
Parte desse trabalho passa pela qualificação profissional. A Eneva reformou uma escola técnica em Silves em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), onde são oferecidos cursos profissionalizantes com bolsas de estudo.
A empresa também seleciona trabalhadores durante a implantação dos empreendimentos e os envia para treinamento em outras unidades da companhia antes de retornarem ao Amazonas para atuar na operação das usinas.
Hoje, segundo Cançado, praticamente toda a equipe responsável pelo complexo já mora no estado. "Dos profissionais que vão operar o projeto, nós só temos quatro pessoas que não residem no Amazonas", pontuou.
A companhia também mantém iniciativas voltadas à geração de renda em comunidades próximas aos empreendimentos.
Um dos programas é o Elas Empreendedoras, voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade, que trabalham com produção de biojoias, costura e alimentos.
Outro projeto incentiva pequenos produtores de café robusta cultivado em sistema florestal. A empresa também desenvolve ações de apicultura com moradores da região, fornecendo treinamento, equipamentos e apoio para organização das cooperativas.
Segundo o CEO, o objetivo é criar condições para que esses negócios caminhem de forma independente.
Patrocinadora do Festival de Parintins pelo quinto ano consecutivo, a Eneva também desenvolve projetos de qualificação profissional e geração de renda em comunidades do Amazonas. Foto: Junio Matos/A Crítica
Esta é a terceira vez que Cançado acompanha o Festival de Parintins. Ele conta que saiu da primeira visita impressionado com o tamanho do espetáculo.