Atuando na área há três décadas, Celiomar Gomes também parabenizou os colegas pela data comemorativa
(Foto: Divulgação)
Comemorado em 25 de abril, o Dia do Despachante Aduaneiro é um momento de reconhecimento a um profissional essencial para o funcionamento do comércio exterior, especialmente para a Zona Franca de Manaus (ZFM). A fala é do despachante Celiomar Gomes, atuante no setor há mais de 30 anos e sócio da Braxcom, empresa especializada em inteligência em comércio exterior, que presta serviços para todas as organizações e portes há mais de 20 anos no Brasil e no exterior.
Acumulando o cargo de coordenador da Comissão de Comércio Exterior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Celiomar Gomes destacou que a função do despachante aduaneiro ganha um papel ainda mais relevante no contexto da Amazônia e do Polo Industrial de Manaus (PIM), pois é quem “garante que as operações ocorram com segurança jurídica, eficiência e conformidade, permitindo que a indústria continue conectada aos mercados nacionais e internacionais”.
“O despachante da ZFM atua em um dos ambientes mais complexos do Brasil. Ele precisa dominar incentivos fiscais específicos, regimes aduaneiros diferenciados e lidar com múltiplos órgãos reguladores. É um profissional altamente especializado, que vai além da operação e atua como um verdadeiro estrategista da conformidade”, disse.
A diversidade industrial do PIM é um dos pontos de maior impacto para os profissionais, que precisam lidar com mais de 500 fábricas em segmentos industriais distintos. Ele ressalta que cada setor tem suas regras, classificações e exigências próprias, o que exige do despachante “uma capacidade de adaptação contante e uma visão sistêmica apurada”.
Os trabalhadores que atuam nesse setor são parceiros estratégicos das indústrias e do comércio, transformando a burocracia em conformidade legal e agilidade logística. Gomes ressalta que mais de 95% das operações de comércio exterior passam pelos despachantes aduaneiros.
Desafios
Nos últimos anos, os despachantes aduaneiros vêm enfrentando desafios crescentes no contexto local. O coordenador elenca a complexidade das regulações, as exigências internacionais cada vez mais rigorosas e, no caso da Amazônia, fatores logísticos e ambientais.
“A estiagem e a seca extrema, por exemplo, afetam diretamente o transporte fluvial, exigindo replanejamento constante das operações. Quando o nível dos rios baixa, a logística muda completamente. O despachante precisa agir com rapidez, reorganizar prazos, buscar alternativa e garantir que a cadeira produtiva não seja interrompida”, disse.
A profissão também passa a ter um maior papel estratégico com a iminente digitalização do comércio exterior, com as empresas tendo maior integração no uso de dados e sistemas. O profissional deixa apenas de ser operacional “e se consolida como um agente de inteligência e decisão”, tendo um futuro de valorização e transformação na sua função.
Mensagem
Em homenagem aos colegas profissionais pela data comemorativa, Celiomar Gomes destaca o reconhecimento e o respeito pela profissão do despachante aduaneiro. Dentro do contexto da ZFM, ele é um trabalhador extremamente “resiliente, técnico e essencial para o desenvolvimento da nossa região” e quem “todos os dias ajuda a construir caminhos para a internacionalização da Amazônia e para o fortalecimento da nossa economia”.
Em sua declaração de parabenização, o coordenador frisou que a data representa não apenas celebração, mas o reconhecimento da importância dos despachantes aduaneiros para o desenvolvimento local, fortalecendo o polo industrial, gerando empregos e atraindo investimentos internacionais.
“Nosso papel deve ser reconhecido como um verdadeiro integrador de sistemas, processos, instituições públicas e privadas. É importante destacar que vamos além do cumprimento de obrigações legais. Temos uma função estratégica para a economia regional, pois impacta diretamente prazos, custos, previsibilidade e competitividade das operações industriais”, disse.