Futuro

Sinduscon-AM celebra 47 anos e projeta futuro do setor

No Amazonas, a construção civil foi decisiva na expansão urbana de Manaus, na modernização da infraestrutura e no fortalecimento do mercado imobiliário.

acritica.com
28/06/2026 às 12:46.
Atualizado em 28/06/2026 às 12:46

(Foto: Divulgação)

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM) comemorou os 47 anos de fundação com um jantar em Manaus reunindo empresários, engenheiros, trabalhadores e autoridades. A data foi celebrada com destaque para o papel da entidade na transformação urbana e econômica do estado.

O setor é responsável por mais de 3 milhões de empregos formais no Brasil e movimentou R$ 107 bilhões no PIB nacional apenas no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do SINAPI/IBGE.

No Amazonas, a construção civil foi decisiva na expansão urbana de Manaus, na modernização da infraestrutura e no fortalecimento do mercado imobiliário.

O presidente do Sinduscon, Frank Souza, ressaltou os desafios para viabilizar a atividade econômica diante de mudanças estruturais que impactam diretamente no planejamento financeiro das empresas, com reflexos no custo para os clientes.

“Hoje, enfrentamos uma série de questões como a adaptação à mudança da escala 6x1 e a necessidade de industrializar a construção civil. Se nós não conseguirmos industrializar, não conseguiremos reduzir o custo da mão de obra. Isso implica dizer que há previsão de um aumento de até 15% na ponta do imóvel ou de qualquer obra no setor da construção civil”, disse o presidente com preocupação.

O sindicato tem se mantido atento a questões como inovação, sustentabilidade, industrialização e até robotização para preparar as empresas para o futuro. O planejamento da atividade econômica é feito em conjunto com outras instituições e grupos de trabalho a fim de elaborar projetos e injetar investimentos com segurança de retorno do capital.

Para auxiliar o desenvolvimento com uma visão técnica, o Sinduscon-AM participa, por exemplo, do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) de Manaus, órgão responsável pela ordenação do espaço urbano, acompanhamento do Plano Diretor e deliberação de projetos e processos na capital.

“Nós temos assento no CMDU para acompanhar a expansão territorial da cidade; saber onde podemos implantar um empreendimento, em que área. Participamos de discussões para definir se a obra é de interesse social ou comercial; a que classe social se direciona o empreendimento. Nosso olhar é voltado para um vetor técnico e operacional" pontuou o presidente.

MERCADO IMOBILIÁRIO

O setor imobiliário é uma das áreas de grande atuação da construção civil. Com a expectativa da chegada de novas empresas ao Amazonas a partir da vigência integral da Reforma Tributária, os empresários estão otimistas quanto a grande procura por unidades habitacionais.

O presidente do Sinduscon-AM, no entanto, salienta que ainda há processos a serem desburocratizados para garantir a rapidez no andamento das obras tanto imobiliárias quanto de construções de grande porte como galpões de fábricas.

"No mercado imobiliário, crescemos a taxas de 30%, principalmente em habitação econômica, que representa 80% da produção. Já no setor de infraestrutura, precisamos desengargalar a mobilidade urbana e regularizar áreas para atrair novas empresas com a reforma tributária", afirmou Frank.

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