Evento encerrou a 13ª edição com 26 expositores, 273 vagas de emprego e ações de orientação profissional e acesso ao ensino superior
(Foto: Divulgação)
Com três dias de programação gratuita voltada à orientação profissional, à empregabilidade e ao acesso ao ensino superior, a Feira Norte do Estudante 2026 encerrou a 13.ª edição na sexta-feira (25), no Manaus Plaza Centro de Convenções. O evento reuniu 7.829 pessoas e 26 expositores, entre universidades, faculdades, instituições de ensino, empresas e projetos sociais, que proporcionaram palestras, testes vocacionais, exposições e atividades culturais. As principais iniciativas deste ano foram o Lab Carreiras, que realizou 457 atendimentos, e o Carona Pro Futuro, projeto que garantiu transporte gratuito para 1.320 estudantes da rede pública de Manaus, além do aplicativo myMobiConf, que registrou 1.933 participantes cadastrados e 13.016 interações com expositores.
A idealizadora da Feira Norte do Estudante, Inês Daou, comemorou o balanço positivo da 13.ª edição do evento, por ser uma edição marcada pela reinvenção e pela ampliação do alcance da feira, com novas iniciativas que aproximaram ainda mais os jovens do universo acadêmico e profissional. A organização também sublinhou a oferta de 273 vagas de emprego, a realização de 60 palestras com 117 palestrantes e a presença de nove gestores de Recursos Humanos (RH) e 10 empresas participantes.
“A feira foi um sucesso. A programação foi distribuída em três espaços de palestras com palestras e conversas com especialistas, abordando temas como ética, carreira, empregabilidade e comportamento em processos seletivos. Trouxemos tecnologia e um aplicativo de eventos que deu aos jovens acesso à programação completa e auxiliou os expositores. A gente espera que, no ano que vem, tenham mais participantes. Quero ver gente dizendo que estava ‘perdidinha’, mas se encontrou na Feira Norte do Estudante.”
A enfermeira Fernanda Rodrigues visitou os estandes acompanhada da filha, Maria Isabel, de 11 anos, aluna de um curso preparatório para o colégio militar. Segundo Fernanda, o objetivo foi ampliar conhecimentos e mostrar à filha a dimensão do universo acadêmico e profissional. “Fiquei sabendo, por meio do curso que ela faz, um curso preparatório para o militar, o Curso Áureo. É conhecer para fortalecer os conhecimentos, abrir as ideias. É mais para ela também, que é jovem, está na fase de estudos, então é interessante para ela visualizar toda a feira e ter a dimensão do que está acontecendo”, afirmou. A filha, Maria Isabel, também gostou: “Achei muito interessante o fato de eles estarem ensinando bastante coisa aqui. Coisas que eu não sabia, agora eu sei.”
A instrutora do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Tâmara Filizola, do curso de assistente administrativo, levou a turma para uma visita técnica ao evento. De acordo com ela, a experiência foi uma oportunidade para os alunos verem na prática como funciona o universo administrativo e o empreendedorismo, já que muitos estão em busca de qualificação profissional.
“É uma forma de eles verem no real como funciona. Dentro da sala, a gente aborda muito isso, a forma como vai ser o dia a dia deles, desde o setor dentro da empresa até o momento de uma entrevista. Hoje em dia tem muitas vagas, mas a qualificação é escassa, muitas vezes a gente não se qualifica. E eles terem esse contato de entrevista de emprego para quem está em sala de aula é muito importante”.
Até mesmo instituições de ensino privadas prestigiaram o evento, a exemplo do Centro Positiviano de Ensino. A coordenadora da escola, Ketlin Bruna, levou 59 alunos das turmas de 8º e 9º ano para visitar os estandes e participar das palestras. Segundo ela, a iniciativa é uma oportunidade para os estudantes começarem a ter um direcionamento profissional desde cedo, mesmo que a escolha ainda seja precoce.
“É uma oportunidade para eles saberem qual profissão seguir. Apesar de ser precoce, é importante, porque eles já têm um direcionamento para quando forem para o ensino médio e, posteriormente, o superior. A escola tem que ter visão de tudo o que ela faz, e nesses projetos a nossa escola já tem essas visões. Quando a escola faz esse projeto, contrata rotas, conduções, facilita a vinda dos estudantes”, salientou.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) participou da Feira Norte do Estudante com uma programação ampla e diversificada. A universidade promoveu exposições, mostras, oficinas, rodas de conversa e palestras sobre temas como tecnologia, saúde, meio ambiente, engenharias, biotecnologia, linguística, carreiras e formas de ingresso no ensino superior. Para a reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner, o FNE é relevante por reunir diversas instituições em um único espaço, facilitando o acesso à informação sobre cursos e profissões.
“É muito importante que a gente utilize a Feira Norte do Estudante para aproximar a universidade de quem está buscando um curso e tirar dúvidas sobre as profissões. É extremamente relevante, porque o aluno consegue comparar de maneira mais fácil, sem precisar ir a várias instituições diferentes. E o fato de termos uma universidade pública na feira, com 50% das vagas para cotas de escolas públicas, amplia esse alcance. Já tivemos vários depoimentos de pessoas que disseram: ‘Eu escolhi o curso pelo que ouvi na Feira do Estudante’. Então, isso evita a frustração e faz com que o jovem escolha melhor o curso que quer cursar.”
Já a Universidade Paulista (UNIP) Manaus apresentou um estande voltado à empregabilidade e à orientação profissional. A diretora da instituição, Adriana Fonseca, ressaltou que a universidade buscou trazer novidades para auxiliar os jovens nas escolhas de carreira, utilizando ferramentas tecnológicas para mostrar a realidade do mercado de trabalho, além de apontar que há uma programação especial para aqueles que não puderam comparecer ao evento no dia 22 de outubro.
“Nós trouxemos teste de orientação vocacional e um teste de inteligência da empregabilidade, em que o visitante tem condições de verificar como está o mercado em cada profissão e ver também como está a remuneração. Quem perdeu a FNE tem a oportunidade no dia 22 de outubro, às 8 horas, comparecendo à universidade e tendo mais uma imersão no universo acadêmico, mesmo antes do vestibular propriamente dito”, afirmou.
Além das instituições de ensino, a Feira Norte do Estudante também contou com a participação de órgãos públicos e instituições militares. A Marinha do Brasil marcou presença com um estande que apresentou as diversas formas de ingresso na carreira naval, com informações sobre o Colégio Naval, a Escola de Aprendizes-Marinheiros, o Corpo Auxiliar de Praças, o Corpo de Engenheiros, o Corpo de Saúde e o Quadro de Capelães Navais.
O Carona Pro Futuro foi uma das iniciativas dessa 13.ª edição da FNE, em que empresas e pessoas físicas patrocinam ônibus, micro-ônibus ou vans para transportar estudantes de escolas públicas até o evento. Por meio do projeto, as professoras Adriana Pereira da Silva e Gisele de Moura Marcelos, da Escola Estadual Professor Francisco das Chagas Souza de Albuquerque, levaram 106 alunos dos 7º, 2º e 3º anos para a feira. O objetivo foi orientar os jovens a conhecerem os estandes das universidades e as oportunidades do mercado de trabalho, considerando que muitos ainda tinham dúvidas sobre qual carreira seguir.
“É importante porque, em casa e sozinhos, eles não têm esse tipo de orientação. A gente também não tem tempo para estar dando esse tipo de orientação mais detalhada do que esses eventos proporcionam. A maioria deles não sabe ainda o que querem, e aqui eles encontram o caminho depois da escola, depois da formação. A forma como vieram, por meio de rota, facilita muito, porque a maioria das atividades extraclasse é esforço nosso individual. Quando tem um evento que convida e vai buscar, facilita muito a vida deles. É muito importante e muito interessante essa proposta”, argumentou Adriana.
A professora Laila Pedrosa, do Colégio Amazonense Dom Pedro II, levou 80 alunos para a Feira Norte do Estudante, por meio do projeto Carona pro Futuro. Segundo ela, a iniciativa foi fundamental para facilitar o transporte e permitir que os estudantes conhecessem as universidades e as diversas áreas de formação presentes no evento. “Foi uma experiência muito boa para os meus alunos, porque eles conheceram um ambiente com várias universidades. Acredito que foi de grande importância, porque foi muito abrangente: eles fizeram testes, entraram em vários estandes, e isso abriu um leque maior do que eles tinham como expectativa. O Carona pro Futuro facilitou muito”, pontuou.
Da zona leste de Manaus, a professora doutora Rebecca Freire de Castro participou da feira, acompanhada dos alunos da Escola Estadual Jorge Karam Neto, e detalhou a importância da iniciativa para os estudantes, que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de experiência, e reforçou o impacto transformador que o evento pode ter na vida dos jovens. “Foi um evento maravilhoso. Participo desde o primeiro, como expositora no primeiro, depois levando alunos e participando das palestras. Muitos alunos da zona leste nem conheciam o shopping, e a feira é uma oportunidade ímpar, muitas vezes é a 'boia' que pode salvar algumas vidas. Tenho certeza de que meus alunos voltaram para casa diferentes de quando chegaram na FNE.”
Outra novidade da 13ª edição da FNE foi o Lab Carreiras, um laboratório prático que simulou etapas de um processo seletivo real, com um circuito no qual o participante recebeu um “Passaporte da Carreira” e vivenciou atividades como elaboração e revisão de currículo com consultores, simulação de entrevista com feedback imediato e sessão de foto profissional gratuita para currículo e redes sociais.
Entre os palestrantes da Feira Norte do Estudante, o coordenador comercial da Faculdade Avancei, Michael Araújo, ministrou a palestra “Palavras de impacto no processo seletivo” no Lab de Carreiras. Ele abordou as novas formas de contratação, o uso de chatbots em entrevistas e triagem de currículos, além de dar dicas de postura e comportamento para quem busca uma vaga. A iniciativa não se restringiu apenas ao público jovem, os participantes incluíram pessoas com mais de 40 anos e estudantes.
“Dividi a palestra em três eixos: entender como é o processo seletivo, mostrar as novas formas de contratação, como chatbots para entrevistas e triagem de currículos, e dar dicas de comportamento e postura. Acredito que eles conseguiram vencer alguns pensamentos limitantes, pois sempre é possível se desenvolver e mudar de área. Daqui a alguns anos, a gente vai precisar mudar esse nome, não mais Feira do Estudante, mas algo como Feira de Carreiras, porque o evento já se ampliou. O Lab Carreira foi um grande acerto.”
"O myMobiConf surgiu justamente para otimizar o fluxo no evento e melhorar a experiência tanto do organizador quanto do participante. É uma plataforma para auxiliar na organização de palestras e na conexão entre participantes, organizadores e expositores. A gente já teve exemplos de patrocinadores que cadastraram questionários para geração de leads ou até mesmo para o envio de currículo, e a coleta de contatos é uma maneira muito rápida e fácil: o participante lê um QR Code e disponibiliza seus dados, sem precisar usar listas de papel. Ao final do evento, o expositor recebe um relatório completo com as métricas de visitas e os contatos que conseguiu angariar."