Cênica e música

Artista Amanda Acosta apresenta ‘Bibi, uma vida em musical’ em Manaus

Musical conta a trajetória da artista Bibi Ferreira. Apresentações acontecem neste sábado (15) e domingo (16), no Teatro Amazonas

Gabrielly Gentil
15/06/2024 às 14:49.
Atualizado em 15/06/2024 às 14:50

O musical reúne 18 atores em cena e tem três horas de duração (Victor Zorzal/Divulgação)

Manaus recebe um dos espetáculos mais premiados do teatro brasileiro: “Bibi, uma vida em musical”. A temporada na capital amazonense segue com suas apresentações neste sábado (15) e domingo (16), no Teatro Amazonas (Rua 10 de Julho, Centro). Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro, na Ótica Diniz dos shoppings Manauara, Amazonas, Sumaúma e pelo site shopingressos.com.br. 

O musical celebra o centenário de Bibi Ferreira, considerada uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos. São 18 atores em cena, e a atriz e cantora Amanda Acosta, que fez parte do grupo infantil Trem da Alegria, volta a viver Bibi, em interpretação premiada (Melhor atriz 2018 – APCA, Bibi Ferreira, Reverência, Cesgranrio, entre outros). 

De volta a Manaus

Acosta já esteve na capital amazonense, com o Trem da Alegria. Ela recorda com muito carinho das apresentações. “E estou muito feliz e emocionada de poder voltar agora, depois de tantos anos, com o ‘Bibi, uma vida em musical’. E nesse teatro, nossa, estou com o coração a mil só de pensar que eu estarei pisando nesse palco do Teatro Amazonas, onde passaram tantas histórias e tantos artistas. Vai ser muito lindo. A gente aguarda o público manauara com todo amor”.

Convite 

Amanda estava no carro com a mãe dela quando recebeu uma ligação de Tadeu Aguiar, o diretor do espetáculo. Ele a convidou para fazer Bibi, mas com uma condição: a artista precisava saber cantar em francês. Ela gravou o trecho de uma música e foi aprovada para viver a personagem. 

“Eu fiquei em êxtase e tinha noção de que seria um grande desafio para mim, como atriz, interpretar Bibi, uma pessoa que existe, uma das maiores artistas do mundo, com as suas características bem peculiares no físico e na voz. E desde esse dia eu comecei a estudar. Foi uma emoção muito grande, junto com – não quero dizer medo – mas uma ansiedade para dar conta de interpretar a Bibi Ferreira”, recorda a artista.

Preparação

Foram dois meses de preparação para viver a personagem. Os ensaios aconteciam de segunda a sábado, oito horas por dia. Para Amanda, o maior desafio foi trazer a voz – falada e cantada – da artista homenageada. “E outro grande desafio é essa mudança que é feita na voz e no físico, porque eu a interpreto dos 19 até os 92 anos”, diz ela.

“A Bibi não pensava para ser Bibi, ela simplesmente era. Eu, interpretando-a, tenho que pensar em ser ela. Só que, ao mesmo tempo, toda essa partitura da voz e do físico tem que estar muito em mim. Eu tenho que estar muito à vontade, ela tem que ser natural para mim. Então, é uma repetição: trazer, despertar a energia dela em mim”, complementa Acosta.

Para além da personagem

Bibi é tudo o que Amanda acredita em uma artista, e interpretá-la a faz crescer não só como atriz, mas como ser humano também. “Às vezes as circunstâncias externas vêm e nos colocam para baixo, e querem fazer com que a gente acredite que aquela realidade é única. Isso não é verdade. Quando a gente está em contato com a mente e não se trai, o mundo se abre e dá tudo certo”. 

“E é isso que eu tenho aprendido com Bibi, aprendi com a Carmem Miranda e com outras personagens que são fictícias, com outras mulheres e tantas outras pessoas que não foram divulgadas porque eram revolucionárias. Elas romperam com qualquer ditadura, com qualquer imposição da sociedade, se libertaram e conseguiram viver suas vidas plenamente. Mas até algum tempo atrás, essas pessoas não podiam ser divulgadas, porque elas inspirariam outros a se libertarem”, reflete a atriz.

Projetos artísticos

Além dos musicais, Amanda tem um show chamado “Alô Alô Theatro Musical Brazileiro”, no qual ela conta a história do teatro musical desde 1890 até 2016, ano em que concebeu o projeto. “Então eu pego uma música de cada década e, através das canções, eu conto a trajetória do musical aqui no Brasil, que vem lá da revista. E, ao mesmo tempo, nesse show, eu conto a história da música popular brasileira”. 

No segundo semestre do ano, Acosta vai estrear uma peça em São Paulo. “Ainda não posso falar, mas em outubro a gente estreia um texto muito interessante. E têm outros projetos também ligados à música, que é o meu show, em breve espero estar com ele pelo Brasil. Mas, a princípio, eu estou bem focada nas peças de teatro”, conclui a artista.

Sobre a artista

Amanda Acosta fez a sua primeira apresentação artística aos quatro anos de idade no programa do Raul Gil. Após isso, passou a fazer publicidades, até entrar no grupo Trem da Alegria. Durante esse tempo, aproveitou para aperfeiçoar o seu talento no canto, na dança. Ao encerrar sua participação no grupo musical infantil, fez sua primeira novela aos 14 anos de idade e, logo em seguida, iniciou o primeiro curso de teatro. Nesse mesmo ano, fez seu primeiro musical.  

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