Festival Folclórico de Parintins

Boi Estrelinha sonha com tetra inédito em Parintins

O apresentador Theo Medeiros avaliou o espetáculo ‘Amazônia Criança, Imaginário da Vida’ como uma apresentação emocionante e merecedora do título de tetracampeão.

Daniel Brandão
15/06/2026 às 11:24.
Atualizado em 15/06/2026 às 11:24

(Foto: Daniel Brandão)

Parintins/AM - Em busca de um feito inédito no 59ª Festividades Folclóricas de Quadrilhas, Danças e Bois Mirins: o tetracampeonato consecutivo; o boi-bumbá mirim Estrelinha levará ao Anfiteatro Sila Marçal, em Parintins, a temática “Amazônia Criança: Imaginário da Vida”.

(Foto: Daniel Brandão)

A temática propõe uma reflexão poética sobre a infância amazônica, destacando os sonhos, os saberes, as vivências e a criatividade das crianças da região parintinense.

Para Iassodhara Ramos, presidente do Estrelinha, a busca pelo tetracampeonato significa a conquista de um título inédito para a associação, e é fruto da dedicação e do trabalho de todas as pessoas envolvidas no espetáculo e nas atividades do bumbá verde e branco.

(Foto: Daniel Brandão)

“Eu costumo dizer que a vitória é só a cereja do bolo. O nosso trabalho é feito durante o ano todo e a nossa maior satisfação é com certeza ver as nossas crianças felizes, brincando de boi-bumbá, da maneira que elas merecem. Quando a gente olha a apoteose e vemos que deu tudo certo, com certeza é a nossa maior vitória”, destacou a presidente.

O apresentador Theo Medeiros avaliou o espetáculo ‘Amazônia Criança, Imaginário da Vida’ como uma apresentação emocionante e merecedora do título de tetracampeão.

(Foto: Daniel Brandão)

 “O nosso boi Estrelinha apresentou o tema ‘Amazônia Criança, imaginário da vida’. Nós do boi Estrelinha trouxemos nessa arena a inclusão e eu tenho muito amor pelo meu boi. Eu tenho certeza que o nosso boizinho, este ano de 2026, vai ser tetracampeão”, salientou o apresentador.

O espetáculo do boi do São Benedito

Com uma prece em oração a São Benedito, padroeiro do boi Estrelinha, o apresentador Theo Medeiros iniciou o espetáculo com um clamor pela vida das crianças amazônidas. A apresentação teve continuidade quando o amo do boi, Henrique Gabriel, tirou o primeiro verso da noite.

A arena foi transformada em regionalidade amazônica quando o item Vestidos Típicos Regionais, com diversas crianças trajando vestidos com características culturais da Amazônia, foi apresentado. Da Igreja de São Benedito, o ‘santo preto’, trouxe a sinhazinha da fazenda, Maitê Pontes.

Do auto do boi encenado, surge o boi Estrelinha para sua evolução. Acompanhado dos vaqueiros, a porta-estandarte, Valentina Yanomã, ergueu o estandarte verde e branco. A brincadeira de boi do imaginário da vida trouxe ao anfiteatro crianças de todas as idades e diversidades para brincar de boi com o Estrelinha.

O espetáculo verde e branco, dando espaço ao misticismo das lendas amazônicas, trouxe o ‘Boto-Curumim’, com uma apresentação cênico-coreográfica das crianças. Da lenda, surgiu a rainha do folclore, Ana Claudia Lopes. Ainda no espaço indígena, os tuxauas, líderes tribais dos povos indígenas, invadiram a arena, os povos indígenas trouxeram a luta dos povos xinguanos, e revelaram a cunhã poranga, Letícia Evangelista. No ritual indígena Kamayurá, o transe do xamã ancestral busca uma terra sem males. Da incorporação, surge o pajé, Carlos Eduardo.

(Foto: Daniel Brandão)

 O espetáculo ‘Amazônia Criança, imaginário da vida’, do boi mirim Estrelinha, se encerrou com uma apoteose, trazendo ao Anfiteatro Sila Marçal todos os corpos coreográficos e pessoas envolvidas na apresentação do boi do bairro São Benedito, em Parintins.

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