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Cerâmica ganha espaço na decoração e vira tendência em 2026

Objetos artesanais conquistam casas e escritórios, com destaque na Feira D em Manaus

acritica.com
12/04/2026 às 18:45.
Atualizado em 12/04/2026 às 18:45

(Fotos: LINCOLN FERREIRA)

O ano de 2026 ainda está no início, mas, sem dúvida, uma das tendências quando o assunto é decoração é a cerâmica. Cada vez mais, peças criadas a partir desse material vêm ganhando protagonismo em paredes, mesas e prateleiras — sejam de residências ou escritórios — e até mesmo acessórios do dia a dia. E isso ficou muito claro durante a oitava edição da Feira D, que ocorre até domingo (12/04), das 10h às 20h, no Mercado de Origem da Amazônia, bairro Centro, com entrada gratuita.

Segundo André Porto Faleiros, criador e curador da feira que mistura decoração e moda, a cerâmica vem ganhando cada vez mais adeptos. “Acredito que boa parte dessa ‘adesão’ se deu pelo acabamento que as peças começaram a ter e, além disso, a arte do fazer a mão também ganhou mais destaque. Então, juntou-se as duas coisas e o resultado é visível na nossa feira”, comenta.

Dos mais de 60 criativos que participam da Feira D, cinco deles trabalham com cerâmica. Entre eles, está o designer e ilustrador Guilherme Lira, responsável pela marca Ceramiquinho, de Recife. Sua arte consiste em ilustrações em cerâmica, principalmente máscaras. As peças, que começaram de forma despretensiosa, logo conquistaram a internet, tanto pela beleza quanto pela brasilidade.

Outro criativo que está participando da feira é a Eu Evoco, do Rio Branco. A marca, criada por Natasha Gomes, reúne design contemporâneo a frases inspiradoras, curativas e autorais, dando um ar sofisticado e ao mesmo tempo descontraído nas peças. Eles produzem canecas, copos, xícaras, jarros e colherzinhas decorativas.

Oriunda de São Paulo, a Studio Noir foi criada em 2017 por Édipo Furtado, que decidiu focar em sua paixão pelo universo da estamparia, dando origem a um estúdio criativo destinado à criação de estampas exclusivas para o mercado de moda. Com o tempo, ele descobriu que sua identidade artística tinha o potencial de se encaixar em qualquer segmento, adentrando, assim, também ao universo das cerâmicas. Hoje, ele produz vasos, cumbucas, jarras, pratos, totens e uma série de outras peças com muitas cores e formatos diferenciados.

A Oficina Olaria, sediada em Recife, é especializada em peças de alta temperatura e técnica raku, revelando texturas e marcas únicas em cada queima. A marca em si celebra o design brasileiro e se propõe a formas orgânicas e superfícies cheias de caráter. Cada peça nasce de um processo manual cuidadoso, onde fogo, tempo e matéria constroem resultados sempre singulares.

E por fim, mas tão importante quanto, a Feira D recebe o Atelier Mínima, criado em 2018 por Lívia Stefani. A marca é focada em joias e objetos de cerâmica/porcelana que unem design brasileiro, formas orgânicas e o fazer manual. A artista, ex-arquiteta, investiga a essência brasileira em suas criações.

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