É festa!

Encantos do Touro Branco: uma noite de tradição, brincadeira de boi e exaltação aos mitos amazônicos

Auto do boi e alegorias que impressionam pela magnitude e expressionismo dentro da arena permeiam apresentação

Isabella Pina
27/08/2023 às 08:54.
Atualizado em 27/08/2023 às 15:15

Touro Branco agitou o Touródromo, no Festival Folclórico de Barreirinha (Foto: Malu Dacio)

“Amazônia de Encantarias” foi o tema do Touro Branco para o Festival Folclórico de Barreirinha, na noite desse sábado (26). Ele mesmo, touro de mestre Binica, amigo de Lindolfo Monteverde. O Touro da Baixa do São Geraldo. O vermelho que pulsa no município de Barreirinha, que promete contar encantos, enquanto encanta. 

Entrou na arena às 21h22. Ponto importante porque permeia as particularidades de um festival de interior. Entrou, após três zeragens do cronômetro,  depois de um acordo de cavalheiros entre  representantes das associações, selado com aperto de mãos e gritos à equipe técnica de “zerem os cronômetros, aqui é presidente! A gente decidiu”. 

Cronômetros zerados, touro na arena. É o início de um rito de encantos. Em Barreirinha, tudo parece se encaixar. Ser proporcional. “Nossokén: A Floresta Encantada”, alegoria de abertura, no chão, no galpão, parecia de altura humana. No Touródromo, agigantou, tomou forma, como se fosse ser mágico.  Como os Mawé acreditavam. O amor de cada artista, debruçado em lonas e pratos descartáveis, de repente, encaixa. A acústica, em outras festas não impressionante, em noite de Duelo de Touros, no Touródromo, simplesmente… encaixa. E ecoa longe nos vocais do levantador Andrei Gomes.

(Foto: Malu Dacio)

  O Curupira de 11 metros de altura, da figura típica regional “O Contador de Histórias”, encaixa a rainha do folclore Kaila Santos que vem de dentro do seu peito. Que encaixa no ritmo da Batucada…   
No carro que celebra a cultura do Boi-Bumbá, vem o Amo Enéas Dias, imediatamente evocando a brincança de boi, seguido por ele: Touro Branco. E essa é a deixa para o mais tradicional que pode ser um auto do boi. Como parece ser regra em Barreirinha: pé no chão, raiz, pela tradição. 

Sem a presença do item povos originários no regulamento, o Touro Branco fez questão de  evocar a memória de seus ancestrais e dos indígenas da região que narram a história do Touro. O ato foi abre alas para a a Lenda Amazônica “Dinahí”, uma cunhã que mais que bela, só valente. Que foi morta e atirada no encontro das águas após matar dois irmãos para se defender. Dela surgiu a figura da cunhã Lia Tavares. E assim, mais uma vez, outro encanto. 

(Foto: Malu Dacio)

 E da mesma que forma que entrou, imponente, encantando, explodiu em magia apoteótica com Ritual Yanomami, liderado pelo pajé Elton Vasconcelos. Como quem vem para desenfeitiçar e fechar a noite de encantos do Touro Branco.

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

(Foto: Malu Dacio)

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