No encontro entre a culinária local e o universo do vinho, surgem combinações surpreendentes; confira
Márcia Magalhães possui formação pela WSET e atuação à frente da BonVivant Adega e Emporium, além da diretoria da Associação Brasileira de Sommeliers no Amazonas (FOTO: Divulgação)
A riqueza dos peixes amazônicos, como o tambaqui e o pirarucu, vai muito além da tradição regional. Com sabores marcantes e textura mais untuosa, esses pescados pedem harmonizações à altura. E é justamente nesse encontro entre a culinária local e o universo do vinho que surgem combinações surpreendentes - capazes de valorizar ainda mais a experiência à mesa.
Para a especialista Márcia Magalhães, apaixonada pelo mundo vitivinícola, a chave está no equilíbrio. “Nossos peixes amazônicos apresentam untuosidade e sabores mais intensos, o que pede vinhos capazes de acompanhar essa riqueza de aromas e texturas”, explicou ao BEM VIVER.
Com formação pela WSET e atuação à frente da BonVivant Adega e Emporium, além da diretoria da Associação Brasileira de Sommeliers no Amazonas, Márcia defende uma abordagem leve e descomplicada na hora de escolher o rótulo ideal.
Entre os brancos, o Chardonnay aparece como uma escolha certeira. Versões mais estruturadas, com passagem por madeira, ajudam a equilibrar pratos mais robustos, como um tambaqui assado ou um pirarucu de casaca. Um bom exemplo é o Chardonnay Terroir Selection, da Vinícola Don Guerino. Já para preparos mais leves, como peixes grelhados ou ao vapor, a sugestão é apostar em um Chardonnay mais delicado, como o Chardonnay Reserva, também da mesma vinícola.
Outra opção que se destaca é o Riesling, conhecido por sua acidez vibrante. Essa característica é essencial para “limpar” o paladar em pratos com maior teor de gordura, permitindo que os sabores do peixe se mantenham equilibrados. “Apesar da leveza, ele tem estrutura suficiente para acompanhar bem esses pratos”, afirmou Márcia.
Entre as indicações, ela destaca o Riesling Francês Henri Kieffer, da região da Alsácia.
Os vinhos rosés também ganham espaço nessa harmonização, justamente por transitarem entre a leveza dos brancos e a estrutura dos tintos. Em versões mais leves, combinam com preparos delicados; já os rosés mais encorpados acompanham bem peixes gordos ou com molhos intensos. Um rótulo versátil nesse sentido é o Fausto Rosé de Merlot, da Vinícola Pizzato, que amplia as possibilidades à mesa com elegância.
Leveza e acidez
Para quem não abre mão de um tinto, o Pinot Noir surge como uma alternativa interessante. Com estrutura leve e acidez equilibrada, ele consegue acompanhar peixes sem sobrepor seus sabores - algo raro entre os tintos. “É uma escolha que costuma surpreender”, destacou a especialista. Um exemplo é o Dádivas Pinot Noir, da Vinícola Lidio Carraro.
Mais do que seguir regras rígidas, Márcia reforça que a harmonização deve ser uma experiência prazerosa. “O vinho precisa ser vivido de forma leve, divertida e acessível”, resumiu.
Todos os vinhos listados acima estão disponíveis na BonVivant Adega. Para mais informações: (92) 98604-2121.