“Dance Enquanto é Tempo” homenageia o maior nome da soul music br
Álbum é uma volta às raízes do Jota Quest, através da voz, do balanço e da energia do Tim (Divulgação)
A escolha de Tim Maia para um álbum comemorativo do Jota Quest é óbvia do ponto de vista dos integrantes da banda mineira. Primeiro, pela admiração profunda pela trajetória de seu mestre e, segundo, pela importância que o cantor teve para a formação artística da banda, incluindo a escolha definitiva do nome do grupo, e que segue moldando a caminhada de Rogério Flausino, PJ, Marco Túlio, Paulinho e Márcio Buzelin.
“Nossa ligação com Tim Maia, apesar de breve, foi muito forte e intensa”, conta PJ. O primeiro contato do quinteto mineiro com o rei da soul music brasileira foi em 1996, às vésperas do lançamento do primeiro álbum da banda, “J.Quest”, onde regravaram a canção “Dance Enquanto é Tempo”, e tiveram então que ligar para o próprio Tim Maia. “Ele obviamente não sabia nada da banda, éramos conhecidos somente no cenário mineiro da música, mas se amarrou na gente porque não tínhamos escolhido um hit tão famoso do repertório dele”, lembra o baixista.
O álbum “Jota Quest & Tim Maia - Dance Enquanto é Tempo” com produção musical assinada pelo baixista PJ e com coprodução de Carmelo Maia, chegou às plataformas no dia 27 de agosto, quinta, às 21h, com 16 faixas.
Sobre as participações especiais, Flausino comenta.
Álbum também será lançado em formato vinil duplo
“Para mim, os feats tem que ter realmente uma identificação com a banda. Em todos os artistas que fazem parte do álbum, a gente buscou isso. A Mãeana, por exemplo, eu conheci em Salvador, cantando João Gomes e João Gilberto, ao lado do Bem Gil, e pensei nela assim que ouvi o refrão bossa-nova de “I Dont Know What To Do With My Self” e ficou mesmo incrível”, lembra PJ. “Já a Negra Li, que participa de “Descobridor dos Sete Mares’”, foi a última a ser convidada, mas não menos importante. É que, a princípio, esta canção não estaria no álbum por já ter sido muito regravada… mas também não estava dando pra deixa-la de fora…kkk. Foi então que, durante a produção, pensamos que se convidássemos alguém bacana do rap, poderíamos criar algo realmente novo. E não deu outra. A Negra Li chegou chegando e com um texto incrível em homenagem ao Tim ela fechou o projeto com chave de ouro. O lance fluiu lindamente”, comemora o baixista.
“O “Jota Quest & Tim Maia – Dance Enquanto é Tempo” é uma volta às raízes do Jota Quest, através da voz, do balanço e da energia do Tim, do pai da soul music brasileira e, para nossa felicidade, nosso padrinho querido, reflete Flausino.
Ainda sobre a criação e produção do álbum, segundo PJ, ao longo de todo o processo a banda tentou se manter fiel ao conceito das obras originais do Tim, procurando sempre imaginar em como ele reagiria a cada regravação se estivesse por aqui. “A ideia era modernizar as canções, claro, mas de maneira nenhuma mexer na essência delas. Tudo foi gravado olhando e respeitando sempre as originais. Foi um mergulho profundo e muito prazeroso”, completa PJ.
Lançado em parceria com a Universal Music, o álbum “Jota Quest & Tim Maia - Dance Enquanto é Tempo”, que também será lançado em formato vinil duplo, tem o apoio e anuência de Carmelo Maia, filho de Tim Maia, que gerencia o espólio artístico do pai. “É preciso deixar aqui um enorme agradecimento ao Carmelo Maia, filho do Tim, que cuida e gerencia com o maior carinho a obra e o espólio do pai, que não apenas apoiou e incentivou o projeto, nos contanto histórias, sugerindo faixas e ideias para o projeto, mas também nos emprestando as vozes originais do Tim Maia para usarmos em algumas faixas. Isso é de um valor inestimável pra história da nossa banda. Nada disso que estamos vivendo seria possível sem esse abraço do Carmelo. Então, Viva a família Maia e o seu legado”, comemora Flausino.