Dilema policial

Malvino Salvador protagoniza ‘Negociador’, nova série brasileira do Prime Video

O ator amazonense interpreta um policial que enfrenta situações imprevisíveis. Confira a entrevista completa com o ator sobre a série que estreia na próxima sexta-feira (21)

Lucas Vasconcelos
16/07/2023 às 10:26.
Atualizado em 16/07/2023 às 10:26

O ator amazonense Malvino Salvador interpreta um policial que passa por conflitos emocionais e de ação (Foto: Divulgação/Prime Video)

A mais nova série brasileira do Prime Video, “Negociador”, protagonizada pelo ator amazonense Malvino Salvador e pela atriz carioca Bárbara Reis, estreia na próxima sexta-feira (21).

Com direção de Isabel Valiante, a série acompanha o trabalho intenso do capitão Menck (Malvino Salvador) no enfrentamento de assaltos que deram errado, sequestros passionais, suicidas armados e rebeliões em presídios – casos imprevisíveis e repletos de dramas humanos e escolhas difíceis, onde só existem dois resultados possíveis: a vida ou a morte.

A A CRÍTICA foi convidada para a cabine de exibição de todos os oito episódios da primeira temporada da série e participou da coletiva de imprensa com o elenco e direção.

Questionado pela reportagem sobre o processo de construção do personagem, Malvino Salvador contou que chegou a visitar delegacias e a conversar com policiais negociadores.

“Eu sempre quis fazer uma série policial, estava no meu radar há muito tempo. Tantos anos de carreira e não surgia uma personagem policial?! Quando pintou o convite, vi a sinopse, gostei e disse vamos fazer. Depois começou a preparação. Tivemos contato com policiais do GATE [Grupo de Apoio Tático Especial] e um negociador da vida real, o Diógenes que escreveu um livro que conta a história baseada na própria vida. Mas, também tive a liberdade de criar o meu próprio Menck”, descreveu Salvador.

Já para Bárbara Reis, que vive a Major Chakur, comandante de operações do GATE, o processo foi diferente. Para incorporar a personagem da comandante de operações, a atriz buscou construir a personagem internamente.

“Eu não costumo buscar referências de algo já existente. Tentei descobrir ela primeiro no meu corpo. Como essa mulher se portaria. Eu sou uma mulher muito expansiva, falo com as mãos. A Chakur não era assim. Era uma mulher centrada, telúrica, aterrada. Precisava muito limpar os meus movimentos físicos para poder encontrar um caminho que trouxesse uma força que vai lidar com um batalhão majoritariamente masculino, em uma patente alta que comanda toda a operação. Busquei muito esse lugar físico para construir essa personagem e muito na voz de como seria essa mulher para que trouxesse credibilidade, força. Para quando ela fosse abrir a voz para dar uma ordem, não fosse duvidada”, declarou Reis.

Cena desafiadora

Malvino Salvador também contou sobre a cena mais desafiadora da série. Para o ator amazonense a a interpretação mais difícil foi nos episódios finais em que o capitão Menck tem que lidar com um situação de risco da própria vida e da sua família. 

“Era uma cena longuíssima onde o personagem estava em uma situação danada que ele perde totalmente o equilíbrio emocional, ele desaba naquele momento uma quantidade de verbalização gigantesca. E tive que fazer dois dias seguidos. Foi muito difícil, mas depois com os cortes dela, ela ficou bastante redonda. Fiquei feliz”, lembrou o ator.

Direção multifacetada

A cineasta Isabel Valiante, que já dirigiu diversas obras entre elas alguns episódios da série Treze Dias Longes do Sol, contou que buscou construir profundidade na trama para que não ficasse só em uma camada superficial de série policial.

“Já dirigi coisas diferentes. Até alguns episódios de séries parecidas. Mas uma série de ação policial foi a primeira vez. Assim como o Malvino era um sonho meu. Eu adoro, é muito divertido filmar, soldados, batalhão. Nesse contraponto da nossa série que é policial. Na verdade, é uma grande fantasia policial mas que é pra emocionar. É uma série que tem muita psicologia. Toda a parte da negociação. A parte dele com o filho, as relações internas dele com o batalhão. Eu acho que eu trouxe para isso foi esse olhar de cuidado. A gente não fazer uma série picotadinha policial. Ela tem tempo de ação, mas tem tempo de negociação, de conversa, de compreensão. É uma série que tem esse ballet”, declarou Valiante.

Nova temporada?

O final da série deixa uma sensação para o telespectador de que a história vai continuar. Ao ser questionada sobre a possibilidade de uma segunda temporada a diretora contou que adoraria retornar.

“Adoraria, mas é um final aberto sim. Para ter gancho para uma segunda temporada com certeza”, comentou.

Sobre o enredo

Menck está de volta ao trabalho, após meses afastado. Depois da morte de sua esposa em um acidente, o negociador tem de lidar com o estresse pós-traumático do filho, que ficou mudo por causa do choque da morte de sua mãe. Além da questão familiar, Menck enfrenta, ainda, o revanchismo do seu antigo superior, Bismark, e uma investigação que o colocará como principal suspeito da morte de sua esposa.

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