Copa do Mundo 2026

Os três guardiões do Brasil: Alisson, Ederson e Weverton rumo à Copa de 2026

História, temporada e potencial dos três goleiros do Brasil na Copa de 2026: o titular Alisson, o reserva Ederson e o veterano Weverton, herói do Rio 2016.

acritica.com
15/06/2026 às 14:38.
Atualizado em 15/06/2026 às 14:38

(Foto: Reprodução)

Quando se fala da Seleção em uma Copa do Mundo, os holofotes quase sempre apontam para o ataque. No entanto, no Brasil que persegue o hexa sob o comando de Carlo Ancelotti, o gol é um dos setores mais sólidos e bem montados de todo o torneio. Esse equilíbrio defensivo também ajuda a explicar por que a equipe costuma aparecer com destaque nas análises de odds e favoritos para ganhar a Copa do Mundo 2026, já que um elenco competitivo começa por uma base segura. O treinador italiano escolheu três perfis bem diferentes entre si, mas unidos por uma experiência internacional de altíssimo nível: Alisson, do Liverpool, como titular absoluto; Ederson, do Fenerbahçe, como reserva de luxo; e o veterano Weverton, do Grêmio, fechando o trio. Cada um carrega uma história, uma temporada e um potencial que merecem ser contados.

Alisson: o dono da meta, apesar de uma temporada difícil

Alisson Becker é, simplesmente, o goleiro titular do Brasil, e ninguém questiona seu posto. Aos 33 anos, segue sendo um dos melhores do mundo na função, graças ao posicionamento, à leitura de jogo e à qualidade com os pés, características que o tornam ideal para o futebol de posse e de construção desde a defesa que Ancelotti prefere. Sua liderança debaixo das traves é um ponto de referência da Seleção há quase uma década.

A temporada 2025-26 no Liverpool, porém, não foi simples. Os Reds não conseguiram defender o título inglês, terminando longe do Arsenal, que acabou campeão, e Alisson viveu um ano fragmentado por uma série de problemas físicos. Uma lesão muscular o tirou de combate entre outubro e o fim de novembro, e na reta final da temporada uma nova lesão muscular o fez desfalcar cerca de dez partidas, incluindo confrontos decisivos da Liga dos Campeões. Mesmo assim, os números seguem de elite: oito jogos sem sofrer gols em vinte e cinco partidas pelo Campeonato Inglês, com uma regularidade que, quando esteve em campo, nunca foi colocada em dúvida.

O ponto de interrogação, portanto, não é a qualidade, mas a condição física. Chegar à Copa depois de um ano marcado por lesões exige cuidado e gestão de cargas, mas, em plena forma, Alisson é uma garantia absoluta e um dos fatores que colocam o Brasil entre os favoritos ao título. Seu currículo fala por si: campeão da Copa América, protagonista de noites europeias memoráveis e mais de cem jogos sem sofrer gols na Premier League com a camisa do Liverpool.

Ederson: a experiência de um campeão, da Premier à Turquia

O reserva também é um nome de primeira linha: Ederson Moraes, que vestirá a camisa número 23. Sua carreira ganhou um rumo novo na última temporada, quando deixou o Manchester City, onde foi por anos o goleiro titular da era Guardiola, para se transferir ao Fenerbahçe, na Turquia. Uma escolha que surpreendeu muita gente, mas que lhe garantiu protagonismo e minutagem em um campeonato competitivo, mantendo o ritmo de jogo elevado de olho na Copa.

Ederson traz consigo uma bagagem de experiência difícil de igualar para um segundo goleiro: vários títulos da Premier League e troféus internacionais conquistados em Manchester, além de um estilo de jogo revolucionário. Foi, de fato, um dos goleiros que mais redefiniram a posição no futebol moderno, com uma precisão de lançamento e uma capacidade de saída de bola que praticamente o transformam em um décimo primeiro jogador de linha. Para o Brasil de Ancelotti, acostumado a construir desde trás, é uma alternativa perfeita ao estilo de Alisson.

A de 2026 é a terceira Copa do Mundo de sua carreira, prova de uma longevidade e de uma constância no mais alto nível. No passado, a disputa pela titularidade entre ele e Alisson rendeu muito debate, com alguns técnicos chegando a escalá-lo entre os titulares em determinadas Eliminatórias. Hoje a queda de braço parece resolvida em favor do camisa 1 do Liverpool, mas ter um reserva desse calibre pronto para entrar é um luxo que pouquíssimas seleções podem se dar.

Weverton: o veterano de coração enorme e passado olímpico

Se Alisson e Ederson representam a continuidade, a terceira opção é a história mais emocionante do trio. Weverton, de 38 anos, foi uma surpresa na lista final de Ancelotti, que nunca o havia convocado antes. Sua reação ao anúncio viralizou: uma câmera de segurança doméstica registrou o momento em que, tomado pela emoção, ele desabou no sofá em uma mistura de incredulidade e alegria. Uma imagem que conta, melhor do que mil palavras, o que significa, para um veterano, voltar a vestir a amarelinha.

A temporada dele também marcou uma mudança de clube importante. Depois de oito anos no Palmeiras, onde escreveu páginas de história ao se tornar o goleiro com mais jogos sem sofrer gols na história da Copa Libertadores, Weverton se transferiu em janeiro de 2026 ao Grêmio, com contrato de longa duração. Um novo capítulo para um jogador que, mesmo sem a experiência europeia dos dois colegas, ostenta um currículo riquíssimo em casa: três títulos brasileiros, duas Copas Libertadores e diversos troféus estaduais.

Mas o momento que o liga para sempre à Seleção continua sendo o do Rio 2016. Convocado de última hora para substituir o lesionado Fernando Prass, Weverton se tornou o herói da final olímpica contra a Alemanha, defendendo a cobrança decisiva de Nils Petersen e abrindo caminho para o triunfo brasileiro nos pênaltis, selado pelo gol de Neymar. Aquele torneio ele encerrou com cinco jogos sem sofrer gols e apenas um tento sofrido, na final. Já havia estado também na Copa do Catar 2022 como terceiro goleiro, entrando em campo apenas nos minutos finais da vitória por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul nas oitavas.

Um setor que é garantia

Dificilmente Weverton entrará em campo como titular nesta Copa, mas seu papel vai além das quatro linhas: é o guia silencioso dos mais jovens, o cara de vestiário que traz calma e experiência, alguém que já viveu a pressão de uma final decidida nos pênaltis. Em um grupo no qual Ancelotti apostou bastante nos veteranos, sua presença tem um valor agregado.

No conjunto, o Brasil chega à Copa de 2026 com um dos setores de goleiros mais completos de toda a competição. Um titular de nível mundial como Alisson, um reserva de experiência absoluta como Ederson e um veterano carismático como Weverton: uma hierarquia clara, mas cheia de alternativas, capaz de aguentar o impacto de eventuais imprevistos. Em um período em que o interesse dos torcedores cresce não apenas pelos jogos, mas também por conteúdos relacionados ao torneio, pesquisas como código Novibet para registro na plataforma em 2026 mostram como a Copa mobiliza diferentes tipos de audiência. No futebol dos detalhes, em que um torneio pode se decidir em uma defesa ou em um pênalti, ter três guardiões desse porte talvez seja o luxo mais subestimado da Seleção. E, na caminhada rumo à sexta estrela, pode acabar sendo decisivo.

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