Flutuantes terão vista privilegiada para o espetáculo que antecipa o Festival Folclórico de Parintins. Ritual vai contar com alegoria de uma cobra de 20 metros que flutua nas águas e mexe a cabeça, olhos e boca
(Foto: Arquivo/AC)
De acordo com a tradicional lenda amazônica, a Cobra Grande é um gigantesco animal que habita as profundezas dos rios ou dos lagos. Seus olhos luminosos aterrorizam as pessoas que a encontram. Partindo desse mito, Manaus vai receber pela primeira vez a “Chegada da Cobra Grande”, evento que antecipa o Festival Folclórico de Parintins e ocorre há 30 anos na Ilha Tupinambarana. O espetáculo vai acontecer neste sábado (12), a partir das 21h, na Praia Dourada, zona rural de Manaus.
Quatro flutuantes terão vista privilegiada para o espetáculo e ainda contarão com shows de artistas amazonenses. Durante o ritual, a alegoria de uma cobra de 20 metros flutuará nas águas, mexerá a cabeça, olhos e boca e somente o Pajé conseguirá dominar a fera. Num passe sobrenatural surgirá a Cunhã-Poranga, no meio do rio Tarumã Açú, trazendo alegria, paz e festa à tribo. A Cobra Grande está sendo fabricada por artistas de Parintins, com o comando do artista Joilton Tavares.
Segundo a jornalista Soraya Cohen, uma das organizadoras do evento, o ritual será marcado pelo novo cenário, que exalta a cultura local. “Trazer a arte em um cenário natural valoriza a nossa cultura, exaltando todo o contexto da lenda amazônica. Isso é mais uma prova da criatividade e capacidade da arte no nosso Estado”, destaca.
“A cobra é toda mecanizada e vem flutuando por completo. Os artistas estarão dentro de uma canoa. Nesse mecanismo, eles fazem a cabeça virar, mexer os olhos, a boca e o corpo, como se fosse uma cobra fazendo um rebojo na água”, completa Soraya.
Atrações musicais
Antes da apresentação, os diversos flutuantes que cercam a praia contarão com shows musicais de aquecimento. No flutuante do Sedutor, quem comanda o palco é o grupo A Toada; no Salomé, a animação fica por conta do Canto da Mata; no Sun Paradise, a atração é Marcia Novo e banda e, por fim, no flutuante Sup Cabana, se apresentam Thirrê e Cláudio Tribal.
Origens da mitologia
Dependendo da localidade (Amazonas, Pará, Tocantins, Roraima, etc.), existem diversas versões dessa lenda, passadas de geração em geração. A estória mais comum por trás dessa personagem ameaçadora é da índia de uma tribo amazônica que ficou grávida da cobra Boiuna.
Ela deu à luz a duas crianças gêmeas que nasceram com aparência de cobras. O menino recebeu o nome de Honorato (ou Norato); e a menina, Maria Caninana. Assustada com a aparência de sua prole, ela decidiu lançar os "filhos-cobras" no rio.
A diferença entre a personalidade dos irmãos era notória. Ou seja, enquanto Honorato tinha um coração bom e sempre visitava sua mãe, Maria, por sua vez, guardava rancor e nunca foi visitá-la.
Por conta de seu temperamento, Maria sempre estava assustando a população e os animais, ou mesmo naufragando embarcações. Seu irmão, que era o contrário, não gostava nada de suas ações.
SERVIÇO
O quê: A Chegada da Cobra Grande
Onde: Praia Dourada, zona Rural
Quando: Sábado, dia 12, a partir das 21h
Quanto: Somente mesas – a partir de R$ 25 por pessoa
Reservas e informações: (92) 99335-1842 / @cobragrandeparintins