CARNAVAL

Unidos do Alvorada levará a Avenida do Samba um samba-enredo falando sobre o poder feminino

A agremiação azul e branco da zona Centro-Oeste é a terceira escola a desfilar na Avenida do Samba, no Sambódromo de Manaus, a partir das 22h40, no sábado, dia 1º de março

Robson Adriano
20/02/2025 às 18:05.
Atualizado em 20/02/2025 às 18:05

Leidy Keron, rainha de bateria (ao centro) (Foto: Paulo Bindá)

“O lugar da mulher é onde ela quiser”. A frase compõe o samba-enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos (Gresu) do Alvorada que nesse ano desfila com o enredo “Divina Mulher - A força, a beleza e a criação”. A agremiação azul e branco da zona Centro-Oeste é a terceira escola a desfilar na Avenida do Samba, no Sambódromo de Manaus, a partir das 22h40, no sábado, dia 1º de março.

Estreante no grupo especial e também na Gresu do Alvorada, o carnavalesco, Marcos Dorgam, 29 anos, frisou a responsabilidade que é colocar uma escola de samba na avenida.

“Tenho a responsabilidade de fazer um grande desfile. O nosso objetivo é subir um pouco mais. A comunidade está abraçando. A diretoria e o presidente dão toda uma estrutura de trabalho e liberdade criativa que, para mim, é o principal”, declarou.

Mulheres do passado, do presente, e assim como as mulheres que vivem no bairro do Alvorada serão homenageadas.

“Nós vamos falar da mulher através da história da humanidade. Começamos com Eva, passamos por heroínas do passado, empoderadas do presente. Falaremos também dos 30 anos da Unidos do Alvorada e da mulher alvoradense (...) A gente finaliza com um manifesto: lugar de mulher é onde ela quiser”, disse Dorgam.

A bateria “Sensação” coordenada pelo mestre Luciano Oliveira e pela rainha de bateria, Leidy Keron, acertam os detalhes para o grande dia do desfile. As alas das baianas e coreografadas da escola também aproveitam o ensaio para acertar os passos. A aposentada Maria Aurea, 70 anos, moradora da primeira etapa do bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste, vestida de baiana está nos preparativos para descer a avenida.

Ela possui uma história paralela ao período momesco: nasceu no dia 15 de fevereiro de 1955, terça-feira gorda de carnaval daquele ano. Há 16 anos desfila na avenida.

“Em 2009, uma amiga me disse ‘vamos para a Unidos do Alvorada’ e estou aqui. Eu estou muito positiva para o desfile desse ano. Eu gostei do enredo desse ano. Eu fui mãe de oito filhos, graças a Deus, me sinto uma mãe e uma mulher guerreira. É muito legal ser baiana”, disse Áurea.

Atento aos passos, o profissional de logística, Gustavo Silva, 22 anos, compõe a ala coreografa da agremiação.

“É uma expectativa tremenda porque o Carnaval é algo incrível. É algo que a gente já espera quando inicia o ano. Estamos em uma preparação tremendo na escola para arrebentar esse ano. Na ala coreografada é o meu primeiro ano. No decorrer dos ensaios vamos evoluindo”, disse o rapaz.
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