Delegação baré desembarcou em Manaus no fim da manhã deste sábado (2). No último dia de competição, os estudantes-paratletas estiveram 22 vezes no pódio segurando a bandeira do Amazonas e medalha no peito
Delegação baré desembarcou em Manaus no fim da manhã deste sábado (2) (Foto: Jhonny Lima)
O Amazonas entrou para a história do paradesporto escolar, com 50 medalhas conquistadas na seletiva das Paralimpíadas Escolares – regional Brasília, que aconteceu na capital federal entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro nas modalidades de atletismo, natação e bocha. A delegação baré desembarcou em Manaus no fim da manhã deste sábado (2).
Com uma delegação composta de jovens estudantes dos ensinos fundamental e médio, das redes municipal e estadual, os talentos barés se empenharam bastante, com direito até a duas quebras de recorde escolar.
O evento foi chancelado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e classifica os melhores índices técnicos para a etapa nacional, que acontece no fim de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, na cidade de São Paulo, local onde treina a seleção brasileira paralímpica. Agora, os paratletas terão pouco mais de dois meses para intensificar os treinos.
No último dia de competição, realizada nessa sexta-feira, os estudantes-paratletas estiveram 22 vezes no pódio segurando a bandeira do Amazonas e medalha no peito. O número de medalhas soma aos 28 conquistados na estreia na competição, totalizando 31 medalhas de ouro, 12 de prata e 7 de bronze.
Para Joniferson Vieira, que chefiou a delegação amazonense com 45 integrantes, o sentimento é de dever cumprido por retornar à capital amazonense com sonhos realizados e novas metas a cumprir.
Ele ainda ressaltou que os alunos que viajaram pela primeira vez passaram a ter a vivência do que é uma competição interestadual e, para a nacional, a tendência é melhorar e aproveitou para elogiar toda a equipe amazonense.
(Foto: Jhonny Lima)
Joaquim Filho coordena a delegação amazonense e é o precursor na descoberta de talentos paraolímpicos em idade escolar há mais de 20 anos, revelando grandes nomes no paradesporto. Ele destaca que treinar os jovens no atletismo não é tarefa fácil, mas gratificante.
(Foto: Jhonny Lima)
Os estudantes-paratletas além de medalhistas, são grandes exemplos nas escolas que estudam, servindo de inspiração para outros alunos e também quebrando barreiras quando assunto é inclusão.
Como é o caso do paratleta Kauã Barbosa, aluno finalista da Escola Estadual Nathália Uchôa, no Japiim, zona Sul de Manaus, que antes de embarcar para Brasília, a unidade de ensino preparo uma homenagem a ele, desejando sucesso e muitas conquistas.
A equipe é composta de alunos com várias deficiências, entre pessoas em cadeira de rodas, deficiente visual, paralisia cerebral, Transtorno de Déficit de Atenção (TDH), Transtorno do Espectro Autista (TEA), jovens com doenças congênitas e múltiplas deficiências, que, somados à equipe técnica e pais que acompanharam a delegação, mostraram que são verdadeiros campeões, seja de superação, de competição e da vida.
Superação e determinação que o jovem Samuel Guedes conhece muito bem. Deficiente visual desde o nascimento, ele mora na comunidade Terra Nova, no município de Careiro da Várzea, e acorda 5h para poder pegar uma “voadeira” ou outra embarcação para vir treinar na Vila Olímpica de Manaus, demorando quase três horas para chegar ao local de treino. Depois vai para a escola e em seguida retorna para sua casa, já no início da noite.
Todo esse esforço teve sua recompensa. Guedes retorna para casa com três medalhas de ouro, conquistadas nas provas de 100m, 250m e arremesso de peso, classe T11 sub-16.
(Foto: Jhonny Lima)
Natação:
*Repórter viajou a convite da Secretaria de Estado de Educação e Desporto