preparação técnica

De olho na primeira medalha nos Jogos Sul-Americanos, Pedro Nunes enfrenta o frio de Santa Fé

Após superar adversidades na última edição e vir de recorde nos universitários, o lançador amazonense aposta na preparação técnica para subir ao pódio

Jéssica Santos
23/09/2026 às 21:19.
Atualizado em 23/09/2026 às 21:19

(Foto: Acervo pessoal)

O amazonense Pedro Nunes está em Santa Fé, na Argentina, para a disputa dos Jogos Sul-Americanos de Atletismo Adulto, na próxima quinta-feira (24). Atleta olímpico do lançamento de dardo e vindo de um título, com direito a recorde, no Campeonato Brasileiro Universitário, onde alcançou a marca de 82 metros, o representante do Amazonas entrará em ação focado em conquistar o seu primeiro pódio no torneio.

A adaptação ao clima argentino tem sido um dos principais desafios da reta final de preparação. Acostumado com o calor e a umidade do Norte do Brasil, o lançador destaca as condições do local de prova, após ter realizado seu último treino técnico antes da competição.

"O local de prova é bom, uma pista boa, uma pista rápida. Uma pista que agradou todos os atletas. O maior problema ou obstáculo que a gente pode enfrentar aqui é com a forte ventania e muito frio. Ainda mais que a gente vem de um local com muito calor nessa temporada. Pega esse choque térmico, a gente acaba estranhando um pouco. Mas tô tentando me adaptar para que dia 24 eu possa fazer uma boa prova", destacou Pedro.

As variações climáticas, inclusive, foram ponto central nos treinos das últimas semanas. Ciente do impacto do vento na trajetória do dardo, a equipe técnica ajustou detalhes de execução para minimizar os efeitos do clima na hora dos arremessos.

"Esse último mês a gente conseguiu fazer bons treinamentos. A gente se adaptou a novos estilos, novos ajustes que a gente não conseguiu aplicar nas outras competições. E tentamos vir o mais técnico possível para essa competição. É, como eu falei, por conta do vento que a gente pode enfrentar aqui, a ventania, a gente se preparou um pouco também para fazer bons lançamentos, mas lançamentos mais adaptados para esse tipo de adversidade, que é o clima com muito vento", explicou.

Competição consigo mesmo

A busca pela medalha inédita também carrega um sentimento de revanche pessoal em relação à última edição da competição. Pedro relembrou a estreia no evento, marcada por um cenário adverso de fortes chuvas na capital paraguaia.

"Essa competição acontece de quatro em quatro anos. A minha primeira competição dos Jogos Sul-Americanos foi Assunção, quatro anos atrás, onde a gente não foi feliz em bons lançamentos. Foi a primeira vez que eu competi no evento. Pegamos um temporal, muita chuva, onde não tivemos a opção de não lançar. A gente continuou lançando assim mesmo na chuva. Senti muita dificuldade, lançamentos deslizando, mas agora tô confiante", declarou o atleta.

A participação no evento universitário serviu como teste crucial para ganhar ritmo de competição antes do embarque para a Argentina. O amazonense confia que a estrutura montada ao seu redor será o diferencial para buscar a vitória.

"Minha última competição foi o Campeonato Brasileiro universitário, onde atingi os 82m. Onde eu saí muito feliz. A gente foi para essa competição mais para pegar um ritmo de competição pensando nos Jogos Sul-Americanos pelo tempo que a gente tinha; porque a gente estava muito aberto, sem competição, só treinamento, e a gente precisava pegar um ritmo. Mas estou feliz, estou confiante. Sei que dia 24 a gente vai estar fazendo uma boa prova e fazendo bons lançamentos, assim como a gente espera", afirmou.

Para atingir o topo do pódio, o atleta ressalta o trabalho multidisciplinar que tornou possível sua preparação para a disputa.

"Tô confiante que esses Jogos Sul-Americanos! A gente vai fazer uma boa prova, bons lançamentos. A gente vem fazendo treinamentos bons, bem precisos, com todo o suporte, né? Tanto nutricional, fisioterapeuta, preparação física, o lado mental também. Então, a gente tá com uma bagagem, com um staff grande se preparando para que a gente possa sair feliz de lá", concluiu.

Brasileiros defendem hegemonia

Defendendo o posto de atual campeão geral da competição, o Brasil desembarcou na Argentina com aproximadamente 500 atletas. A 13ª edição do evento multiesportivo movimenta mais de 4 mil competidores de 15 países em 43 modalidades, com disputas distribuídas principalmente entre Santa Fé, Rosário e Rafaela.

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