Conheça a história de superação, amadurecimento e persistência que levou a jovem da Vila Olímpica de Manaus ao topo da modalidade no Brasil
Luanne Cristiny, de 17 anos, conquistou o título de campeã brasileira de levantamento de peso olímpico (LPO) nas categorias Sub-20 e Adulto (49kg), e conquistou índice para o Sul-americano, que será entre 24 e 30 de agosto, no Equador (Igor Reis)
A última semana coroou uma das trajetórias mais ascendentes do esporte amazonense. A halterofilista Luanne Cristiny, de 17 anos, conquistou o título de campeã brasileira de levantamento de peso olímpico (LPO) nas categorias Sub-20 e Adulto (49kg), e conquistou índice para o Sul-americano, que será entre 24 e 30 de agosto, no Equador.
Mais do que as medalhas de ouro, a atleta alcançou o tão sonhado índice internacional, consolidando-se como uma das grandes promessas da modalidade no país. Ela totalizou 151 kg (67kg de arranco e 84kg de arremesso), ficando a somente dois quilos do índice Pan-americano.
Além do ouro, a atleta alcançou o índice internacional
Os parceiros e patrocinadores que apoiaram essas conquistas foram a equipe Strong Amazonas, o nutricionista Neto Costa, o fisioterapeuta Renan (Pace Recovery & Performance), o centro de treinamento CFV Campos Elísios e a FELP-AM (Federação de Levantamento de Peso do Amazonas).
A história de Luanne com o esporte não começou nas plataformas de peso, mas sim nas pistas: descoberta em uma seletiva escolar de atletismo, ela passou a frequentar a Vila Olímpica de Manaus. Foi nesse cenário que seu atual treinador, Thiago Bindá, enxergou o potencial bruto para o levantamento de peso.
O início, contudo, esteve longe de ser um amor à primeira vista. "De primeira, eu nem quis. Não tinha muito interesse e nem imaginava que aquele convite ia mudar completamente a minha vida", relembra a atleta.
Equipe que representou o Amazonas na competição
A reviravolta veio quando Luanne decidiu dar uma chance à modalidade. Com pouquíssimo tempo de treino, estreou no Campeonato Brasileiro, conquistando a 5ª colocação, o combustível que faltava para ela perceber que pertencia à elite do esporte.
Desde a primeira competição, a evolução de Luanne foi desenhada degrau por degrau no pódio nacional: em 2024, a conquista da primeira medalha nacional (3º lugar); em 2025, a consolidação na elite com o vice-campeonato brasileiro; e em 2026, a consagração máxima como campeã brasileira Sub-20 e Adulto.
Em suas redes sociais, a atleta Luanne Cristiny compartilhou um emocionante agradecimento ao seu treinador, Thiago Bindá, e a toda sua equipe: "obrigada por acreditarem em mim". O papel de Thiago foi fundamental nos últimos anos, sendo a peça-chave para descobrir o potencial da atleta, para seu desenvolvimento técnico, evolução e amadurecimento
O caminho até o título de 2026 exigiu resiliência psicológica. Em 2025, Luanne entrou na competição com foco obstinado em alcançar o índice internacional, mas o resultado não veio na época, gerando um momento de grande frustração.
A virada de chave veio com a maturidade. "Hoje vejo que tudo aconteceu no momento certo. Em 2026, fui para a competição com uma cabeça completamente diferente. Estava mais madura, mais confiante e muito mais preparada", avalia.
A segurança construída na rotina exaustiva de treinos deu o resultado esperado na última semana. Ao atingir a marca necessária para o índice, o sentimento foi de êxtase.
Com os títulos nacionais garantidos e o índice oficializado, a amazonense agora vira a chave para a sua carreira internacional. Thiago Bindá adianta que a atleta está com a programação bem traçada:
Ansiosa e motivada, ela projeta os próximos passos com os pés no chão, mas os olhos fixos no pódio mundial.
"Meu maior objetivo agora é representar bem o Brasil e dar o meu melhor para buscar uma medalha", projeta a campeã.