Técnico do Manaus foi o convidado na estreia do podcast esportivo comandado por Leanderson Lima e Daniel Prestes
(Foto: Arlesson Sicsu)
Nesta segunda-feira (9), foi ao ar a estreia do podcast Arena A Crítica. Abrindo os trabalhos do programa esportivo - comandado pelos jornalistas Leanderson Lima e Daniel Prestes -, o novo estúdio de A CRÍTICA recebeu o técnico do Manaus FC, Evaristo Piza.
O podcast esportivo é transmitido ao vivo pelo Facebook e YouTube Portal A Crítica. Além das plataformas citadas, o programa fica disponível em áudio nas plataformas Deezer e Spotify. O Arena A Crítica é feito às segundas-feiras, a partir das 19h.
De forma descontraída, o comandante do Gavião do Norte contou um pouco sobre seu início no futebol. Natural de Campinas (SP), Piza deu seus primeiros passos no Guarani.
Evaristo Piza foi o convidado de estreia do novo podcast
Evaristo é filho de Júlio de Toledo Piza, célebre técnico das categorias de base do Guarani. Com a vivência diária no mundo do futebol desde a infância, não foi difícil para o treinador do Manaus escolher a carreira de técnico, quando decidiu se aposentar.
“Tenho um pai que foi treinador, trabalhou praticamente 25 anos da vida dele no Guarani, entre profissional e categoria de base, e aquilo sempre foi muito vivo dentro de casa. Eu fui atleta, minha mãe jogou bola no Guarani, então é uma ‘família de futebol’. Me aposentei como jogador, me formei e foi uma decisão que tomei e não me arrependi”.
Durante o programa, Piza falou sobre a gestão do futebol brasileiro e de como os clubes, por determinadas vezes, escolhem seus treinadores. O treinador citou os casos do Athletico Paranaense - que demitiu Fábio Carille e contratou Felipão - , do Santa Cruz (PE) e, além disso, deu o exemplo de uma eventual saída do comando do Gavião.
“O Piza vai sair do Manaus um dia. (A diretoria) Vai trazer um treinador para dar seguimento ao que o Piza está fazendo, ou não? Ou vão trazer qualquer um, alguém para dar satisfação à torcida. A gestão tem que analisar bem, saber o que o clube quer”, exemplificou Piza, colocando o ‘fator torcida’ como outro ponto a ser considerado na hora de avaliar uma contratação.
“Vou fazer dez meses no Manaus e entendi um pouquinho a torcida, a maneira que o clube funciona. Em casa tem que ganhar e fora não pode perder. Então a gente tem que fazer 30 pontos de 10 jogos e mais 9 pontos (fora), 39 pontos (e pronto), estamos classificados. Para isso eu preciso do quê? Em casa, pôr (o time) pra jogar, fazer o time criar, ter uma característica de jogo ofensivo. Se a torcida às vezes cobra (por causa de) um 0 a 0 em casa, não dá pra trazer um treinador que fica só se defendendo, que é uma dificuldade que estou encontrando agora, quando eu jogo com uma trinca de volantes”.