REPERCUSSÃO

Léo Coelho se pronuncia após postagem sobre sua saída do Amazonas FC

Defesa do atleta alega atrasos salariais e outras situações contratuais que ultrapassam o montante de R$8 milhões

Deyvid Jhonatan
online@acritica.com
14/07/2026 às 20:49.
Atualizado em 14/07/2026 às 20:50

As pendências financeiras do clube com o jogador incluem pagamento do FGTS, décimo terceiro salário e atraso salarial de cinco meses (Foto: Divulgação/João Normando/AMFC)

Em suas redes sociais, Léo Coelho se pronunciou na tarde desta segunda-feira (13), a respeito da nota oficial do Amazonas FC, publicada no dia anterior (12). O staff do atleta contradiz a versão apresentada pelo clube amazonense, negando que o defensor de 33 anos tenha sido demitido e revelou detalhes sobre a situação financeira da Onça-Pintafa, expondo uma dívida que ultrapassa os R$ 8,1 milhões.

O episódio teve início no último domingo (12), quando o Amazonas FC publicou em suas redes sociais um comunicado oficial sobre o desligamento de Léo Coelho, acompanhado de uma compilação de vídeos que mostravam falhas do zagueiro em lances que resultaram em gols dos adversários.

A postura do clube foi criticada por torcedores e jornalistas, repercutindo nacionalmente, ao considerarem a divulgação dos erros do atleta como uma tentativa de expô-lo publicamente e desviar a atenção das reais razões por trás da saída.

Na nota oficial, assinada pelo advogado Filipe Rino, o staff de Léo Coelho deixa claro que a publicação do Amazonas FC "visa tirar o foco do real problema que vem ocorrendo no Amazonas FC desde o ano de 2025: a ausência de pagamentos de salários, direito de imagem, auxílio moradia e FGTS".

O documento esclarece ainda que o atleta não foi demitido no dia 12 de julho, como sugeria o comunicado do clube, mas que, na verdade, já havia tomado a iniciativa de acionar a Justiça do Trabalho dois dias antes, no último dia 10 de julho.

O processo judicial, que tramita perante a 12ª Vara do Trabalho de Manaus, solicita a rescisão indireta do contrato por falta de pagamentos, nos termos da Lei Geral do Esporte e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A rescisão indireta é uma figura jurídica que permite ao empregado romper o vínculo trabalhista quando o empregador deixa de cumprir obrigações contratuais essenciais, como o pagamento de salários, situação que, segundo a nota, se arrasta há meses no Amazonas FC.

Segundo a defesa do jogador, a dívida total do clube com o zagueiro alcança a cifra de R$ 8.125.567,16, englobando verbas em atraso, multas contratuais e honorários advocatícios. Os valores pendentes incluem o FGTS dos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2025, além do 13º salário de 2025 e os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho de 2026. Os salários de fevereiro, março, abril, maio e junho de 2026 também estão em aberto, assim como o direito de imagem referente aos mesmos cinco meses de 2026, o auxílio moradia do mesmo período e o 13º salário proporcional de 2025.

A nota revela ainda um dado ainda mais preocupante sobre a gestão financeira do clube: os pagamentos realizados pelo Amazonas FC sempre ocorreram com atraso e de forma fragmentada. O staff de Léo Coelho informa que os repasses efetuados em julho de 2026, por exemplo, referiam-se apenas a janeiro do mesmo ano, evidenciando um atraso de seis meses nos salários.

Essa prática de pagamentos "picados", como descrito no documento, teria sido constante durante toda a contratualidade do zagueiro, que chegou ao clube em 2025 e acumulou 39 partidas e dois gols com a camisa da Onça-Pintada.

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