SÉRIE D

Nacional vai para tudo ou nada contra Iguatu no Ceará

Leão busca uma vaga nas quartas de final após empatar em casa no primeiro jogo

Jéssica Santos
online@acritica.com
25/07/2026 às 12:30.
Atualizado em 25/07/2026 às 12:30

Impedimento semiautomático começa a funcionar na rodada deste fim de semana do Campeonato Brasileiro. Tecnologia promete trazer mais rapidez às decisões (Foto: Nilton Ricardo/AC)

O Nacional FC, o tradicional Azulino da capital amazonense, tem uma "decisão de vida ou morte" na Série D do Campeonato Brasileiro. Neste sábado, às 15h (horário de Manaus), o Leão entra em campo no Estádio Antônio Moreno (Morenão), no interior do Ceará, para encarar o Iguatu, o Azulão, em busca da sonhada vaga nas quartas de final, fase em que o time da Vila Municipal nunca chegou antes.

A tarefa, contudo, reserva contornos dramáticos: para avançar, o time amazonense precisará quebrar um tabu que já dura mais de cinco meses e desbancar a equipe com a maior sequência de invencibilidade em competições oficiais no Brasil atual.

O Fantasma do Morenão

O Iguatu não sabe o que é perder há 17 jogos, somando 15 partidas invictas na Série D e duas na reta final do Campeonato Cearense. Para se ter uma ideia do tamanho do desafio nacionalino, a única derrota do Iguatu em todo o ano de 2026 aconteceu em fevereiro, quando foi superado pelo Ferroviário por 2 a 0, na semifinal do Estadual.

Na Quarta Divisão, a campanha dos cearenses chama atenção pelo equilíbrio e eficiência: foram oito vitórias, sete empates e nenhuma derrota. O aproveitamento do time é de gols marcados em 87% das partidas (média de 1,53 gol/jogo, com 23 no total), e a defesa sofreu 13 gols (média de 0,87 por jogo).

Leão Equilibrado e casca-dura

Se o Iguatu ostenta invencibilidade, o Naça aposta no seu retrospecto cascudo e na capacidade de buscar resultados longe de Manaus. O Azulino também viveu momentos brilhantes no ano, chegando a ostentar 12 jogos de invencibilidade na temporada até ser freado pelo rival Manauara EC.

A campanha do Leão na Série D mostra um time competitivo, com oito vitórias, quatro empates e três derrotas (duas para o Manauara e uma para o Capital-DF). Além disso, o Naça apresenta defesa sólida: levou 11 gols (média de 0,73 por jogo). O Naça saiu de campo sem sofrer gols em mais de metade das partidas (53%); no ataque, marcou 18 gols (média de 1,2 por jogo), balançando as redes em 73% das apresentações.

O retrospecto recente em mata-matas dá esperança ao torcedor. Na primeira fase eliminatória, o Naça venceu o Araguaína-TO fora de casa por 1 a 0. Já na fase anterior, após ser derrotado pelo Capital em Brasília por 1 a 0, buscou a vaga nos pênaltis (6 a 5), provando que sabe lidar com a pressão dos domínios adversários.

De onde vêm os gols?

O setor ofensivo de ambos os lados promete ser o fio da balança no Morenão. O Nacional vem com a força coletiva. Embora Rafa Marcos, Vitinho e Kaio Wilker sejam os maiores artilheiros do Leão na temporada, o poder decisivo do Naça no mata-mata tem se mostrado democrático: contra o Araguaína (fora), o gol da vitória foi de Erick Varão. Contra o Capital (ida), gol de Cocote. Já no jogo de ida contra o Iguatu (1 a 1), o gol foi de Renanzinho.

E, além desses nomes, a torcida fica na expectativa para ver mais uma vez o recém-chegado Sassá, que foi ídolo com a camisa do Amazonas, quem sabe fazer mais um gol histórico na sua carreira.

Do lado do Iguatu, olho vivo em Matheus Lima. Homem-gol do Azulão, com 10 gols no ano, o atacante tem deixado sua marca na maioria dos jogos decisivos do mata-mata. A atenção também deve ser redobrada com Otacílio (4 gols), autor do gol de empate no jogo de ida, em Manaus, e que também já havia balançado as redes contra o Maguary-PE.

Cenário aberto para este sábado

Com o empate em 1 a 1 no jogo de ida, quem vencer no Estádio Morenão garante vaga direta nas quartas de final da Série D, ficando a apenas um passo do acesso à Série C. Um novo empate leva a decisão para as cobranças de pênaltis.

O Azulino amazonense sabe que a missão no Ceará é difícil, mas o retrospecto de superação longe de seus domínios prova que o Leão tem garras para surpreender e derrubar a invencibilidade do Azulão.

Um salto na carreira e a busca pelo acesso

Com a autoridade de quem encerrou jejum de títulos e colocou o Nacional no topo do Estado em 2026, o treinador Thiago Gomes coloca o troféu amazonense como um dos grandes marcos de sua trajetória profissional e demonstra empolgação por retornar ao comando da equipe em um momento tão crucial da temporada.

"Naturalmente, esse título marcou na minha carreira, marcou na história do Nacional, marcou na história do torcedor, e eu fico muito feliz de estar de novo aqui podendo fazer parte dessa história junto com os atletas, junto com a direção", declarou o técnico.

Thiago Gomes revelou que o projeto técnico do Leão da Vila Municipal foi determinante para o seu retorno. Mais do que disputar a competição, o objetivo principal é colocar o clube na Série C do Campeonato Brasileiro, um feito que, segundo ele, seria um verdadeiro divisor de águas tanto para a sua carreira quanto para a história recente do futebol amazonense.

"Queria estar dentro de um clube que me desse condições técnicas de estar brigando pelo acesso, então a gente planejou isso com muito carinho, com muito trabalho; chegar nesse momento, conseguir entrar nesse final de festa, vamos dizer assim, estar nessa briga. Isso pode ser um grande passo na minha carreira, tem tudo pra ser um grande salto na minha carreira, como treinador e automaticamente, também colocar o Nacional na C, e a gente fazer a história juntos, aqui", projetou.
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