Nesta edição do CRAQUE, contamos um pouco da história do timaço do Galo que reinou no terreiro do Barezão no final dos anos 1990
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Entre os anos de 1974 e 1986, o Rio Negro foi o único time que conseguiu parar o Nacional. Se não fosse pela teimosia do time Barriga Preta, o Leão da Vila teria conquistado por 13 vezes seguidas o Amazonense - fato que seria inédito no Brasil. Mas os títulos de 1975 e 1982 quebraram a hegemonia do arquirrival. Porém, o melhor ainda estava por vir.
No final dos anos 1990 quem cantou de galo no Barezão foi o Rio Negro e tudo começou pelos pés do atacante Rildo, que marcou o gol do título de 1987, que deu início ao tetracampeonato do Galão da Massa. Herói na final contra o Naça, o ex-jogador fala do jogo que considera o mais importante na campanha do tetra.
“Todos os quatro (títulos) são importantes, mas acho que aquele que marcou mais foi o de 87, que aos 45 minutos do segundo eu fiz o gol do título. Foi importante porque fazia muito tempo que o Rio Negro não era campeão e eu tive a felicidade de marcar o gol no final”, relembra o ex-jogador de 51 anos, que hoje é funcionário público.
Além de Rildo, o Galo de 1987 tinha: Luís Roberto; Paulo Verdan, Renato (Marinho Macapá), Paulo Galvão e Luís Florêncio - considerado por muito o melhor lateral-esquerdo que atuou no futebol amazonense -; Kleber, Fernandinho e Jorginho; Robertinho e Tonho.
Nos anos seguintes o Galo voltou mandar no terreiro. Sem dar chances aos rivais, o Rio Negro ainda levou os canecos em 1988, 1989 e 1990. Na época, o Nacional teve de se contentar por três vezes com o vice-campeonato, enquanto o América de seu Amadeu Teixeira foi derrotado na decisão de 1988.