Atletas participam da competição, mirando pódio e convocação para o Sul-americano
Samara Macena (centro) é a atual campeã Sub-18 dos 400m rasos e tem chance de ser convocada se for bem no Brasileiro (Divulgação)
Chegou a hora da principal competição do ano até aqui para os atletas amazonenses Benjamin Silva, do salto triplo, Samara Macena, dos 400m rasos, Luís Henrique, do lançamento de dardo, e Rainandria Rojas, do lançamento de martelo: o Campeonato Brasileiro Interclubes Loterias Caixa de Atletismo Sub-20, que acontece em Recife até o dia 7 de setembro.
Com o objetivo de superar a sua melhor marca pessoal, 15.70, alcançada no Troféu Brasil, em agosto, Benjamin Silva almeja conquistar vaga para o Sul-americano da categoria. Com a marca, o atleta amazonense alcançou o 3⁰ lugar no ranking nacional Sub-20, e agora, no Brasileiro, que subir ainda mais.
"Minhas expectativas são as melhores! Estou muito louco por aquela medalha de ouro e vou dar o meu melhor; vou saltar como nunca saltei na minha vida!', ressalta Benjamin, que está no seu primeiro ano como Sub-20.
Samara Macena, atual campeã Sub-18 dos 400m rasos, também tem chance de ser convocada, se conseguir se superar no Brasileiro, e vai em busca disso.
"Vai ser uma competição bem disputada, contra meninas de uma categoria acima da minha, mas estou bem confiante. Venho treinando forte, para melhorar meu tempo, e, se Deus permitir, virá a medalha e uma vaga na Seleção", destaca a atleta.
O treinador Thiago Bindá, juntamente com Thiago de Melo, são os responsáveis pela preparação de Samara. Bindá disse que a atleta sentiu o posterior de coxa nos últimos tempos, então o trabalho para a competição foi de fortalecimento muscular.
Além dela, Bindá também é técnico do atleta Luís Henrique, campeão sub-18 de lançamento de dardo, no ano passado, e agora, como sub-20, o objetivo é que o atleta suba ao pódio na nova categoria: "que ele faça boa marca e suba ao pódio, e que possa conquistar também a vaga no Sul-americano", destaca.
Benjamin disse que após a prova do Troféu Brasil, sentiu algumas dores e, junto à sua equipe, de São Bernardo do Campo (SP), onde treina desde o início deste ano, tomaram a decisão de poupar a musculatura, sem forçar nos treinamentos.
"Nós não forçamos muito porque o pós-Troféu me deixou bem cansado e com algumas dores, mas são dores passageiras, nada sério. O que fizemos mais foi trabalho de mobilidade e força, e só na semana passada começamos a fazer a parte técnica novamente", explica.
Já os atletas que vivem em Manaus precisaram contornar as limitações da pista da Vila Olímpica e também da sala de musculação, de acordo com Thiago Bindá, para se prepararem para o Brasileiro.
"Algumas questões da pista e da sala de treinamento de força acabam afetando o treinamento do atleta, mas isso não define que ele não vá se sair bem na competição, já que fizemos resultados no Sub-18, mesmo treinando numa pista ruim e numa sala de material improvisada, com materiais nossos, que trazemos para a Vila", explica Bindá.